Resenha: Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adiche

Ficha técnica:

Título: Sejamos Todos Feministas

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Companhia das Letras

Número de páginas: 64

Idioma: Português

IBSN:978-85-359-2547-0

Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

 

Classificação: 5/5

Lembro-me quando vi a capa do livro e tive a vontade, imediata, de ler seu respectivo conteúdo. Tudo bem, não podemos escolher o livro pela capa, mas este, pelo seu título expressivo, chamou-me atenção desde o princípio (sequer preciso salientar o quanto essa vontade aumentou quando procurei, a fundo, a seu respeito e vi um livro alvo dos grandes públicos).

O feminismo é um tema que sempre está em alta, como dizem alguns colunistas. Diria eu que não se resume a mero “tema em alta”, mas um grave problema impregnado na sociedade, com raízes doentes que insistem em permanecer na mente de alguns humanos dados por “machistas”. E, claramente, a autora retrata muito bem esse cenário, contextualizando fatos e acontecimentos que, muitas vezes, passam despercebido: o não cumprimento de um garçom à mulher, apenas ao homem que a acompanha; a visão de poder referente ao homem e de fragilidade à mulher; o agradecimento ao homem, ao dar a gorjeta, como se esta não tivesse seu próprio dinheiro; a minoria feminina em cargos “altos” e outras situações grosseiras, muitas vezes despercebidas, mas que propagam esses pensamentos e atitudes de desigualdade perante as mulheres.

Ainda, a autora não limita-se a demonstrar a lisonja que sente-se quando rotulada por feminista. Ela coloca-se em desmistificar os adjetivos atribuídos a esse termo, como que quem é feminista não gosta de homem, não se depila e diversas outras adjetivações, erroneamente empregadas e que, praticamente, criam um personagem para a figura feminista que não existe.

Feminista, como a autora propõe: A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”. Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar. (ADICHE,p.50,2017).

Falando, particularmente, acredito que todos nós devemos lutar pela igualdade, aqui abordado à questão do gênero, mas quero dizer a quanto todas as questões e atributos humanos. Aliás, devemos lutar por uma igualdade humana, onde sejamos vistos não por características específicas, mas pelo ser humano que o somos, sendo dados por iguais e tendo todos mesmos tratamentos e possibilidades.

Não, não é “mimimi” de pessoas que se sentem marginalizadas. Tanto não o é, que não é mero sentimento fantasioso: é pura e verdadeira realidade, infelizmente. Há um tendencialismo escandalizante de inferiorização e desigualdades de indivíduos. Há busca incessante por traços dados por diferentes, para que tornem pessoas alvo de marginalização.

Pois bem.

Precisamos dar um basta.

Ou, ao menos, clamar nossa voz em prol de minimizar, ao máximo, essa realidade triste.

Beijos, Vanessa.

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Resenha: Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adiche

Resenha: Princesa Mecânica (As peças infernais) – Cassandra Clare

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Título: Princesa mecânica (As peças infernais)

Autor: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

Ano: 2015

Páginas: 434

ISBN: 978-85-01-09270-0

 

SINOPSE:

O mistério que liga Tessa Gray ao Magistrado continua indecifrável. Por que Mortmain precisa tanto de Tessa para fechar o quebra-cabeça das Peças Infernais? Além de tudo, ela enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, ela acaba se envolvendo cada vez mais no mundo dos Caçadores de Sombras e num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para todos que ela ama.

 

Classificação: 5/5

 

Não poderia começar de outra forma que não fosse prestando congratulações e expressões do amor e encantamento que a forma de escrever e de evoluir as histórias, desenvolvidas pela honrosa autora Cassandra Clare, proporciona sobre em mim. Não consigo não ser apaixonada por suas obras e não me sentir envolvida.

Sei que já comentei em resenha anterior sobre o cansaço que tive com a saga Os instrumentos mortais e referente ao fato de, ainda, não conclui de ler. Mas, a minha desmotivação quanto a obra não abarca ao fato da genialidade da autora, que reconhecidamente precisei expor inicialmente, aqui, para vocês. Ela é sensacional e esse ponto é incontestável.

Bom, a obra Princesa Mecânica é o terceiro e último livro da trilogia As peças infernais, que traz o mesmo mundo de Os instrumentos mortais, porém, em tempos anteriores. Aliás, ressalvo que, se você ainda não leu Os instrumentos mortais, não há problemas em ler esta trilogia. Apesar de existir esse nexo entre ambos, a história é totalmente independente, de forma a não atrapalhar absolutamente nada a não leitura de um ou do outro.

Antecipo que, tentarei o máximo possível, ser explicativa para quem não leu a obra: tentarei, ao máximo, evitar spoilers.

Primeiramente a história gira em torno de Tessa Gray, uma jovem que, misteriosamente, não sabe quem é (a maiores são seres encantados), e que é perseguida por Mortmain, um vilão enigmático que, por motivos até então desconhecidos, tenta de todas as formas possíveis capturar a jovem Tessa.

Em meio a todo esse enredo da vida da protagonista, temos que esta vive e é protegida, desde o primeiro livro da trilogia, por um grupo chamado “Caçadores de Sombras” que, descendentes do Anjo, lutam contra criaturas do mal. Nisto, a trama também se desenrola em volta da relação da Tessa com os Caçadores de Sombra, àqueles que, de certa forma, viram sua filha e a um triângulo amoroso de tirar o fôlego.

Tendo em vista que é o último livro da trilogia, nem precisarei adiantar que todas as questões pendentes são resolvidas, certo? Tem-se o desfecho de todas as questões que penderam durante as duas obras anteriores e finalmente, aquele “tcharam” acontece (antecipo que mais uma somos surpreendidos).

Se você quer saber se o mistério por trás dos intuitos acerca do “magistrado” são descobertos, saliento que sim! Finalmente descobrimos o porquê, quem realmente ele é e tudo que acerca ao tema.

É óbvio que nem tudo é tão fácil assim, antes da descoberta, muita coisa nova vai acontecer e muitas emoções virão.

Bom, quanto à Tessa, sempre costumo ter problemas com algumas protagonistas, pois via de regra são colocadas em um excesso de vitimismo o qual não costumo gostar muito. Nos dois primeiros livros, arrastei um gostar não gostando, uma indiferença que beirava mais ao desgosto quanto ela. Mas, nesse último livro, ela atingiu ao nível de protagonista com força de vontade e valente que eu costumo gostar. Pois é, terminei a obra bem apaixonada por ela!!!

E, falando sobre o então desfecho do triângulo amoroso entre Tessa, Jem e Will: não gostei! Tentarei evitar muito que tenha quaisquer spoilers nesse comentário, pois é uma questão bem particular da obra, nesse desfecho, que me desagradou. A autora inovou totalmente no fim, quanto esse triângulo que se perdurou em um altruísmo, parceria e amor, de forma que, cheguei a ver bastantes comentários positivos, mas fiquei bem insatisfeita nesse aspecto. Não sei explicar bem, mas esperava um fim mais ao caráter surpreendente da obra e achei um fim não muito “incrível” ao meu gosto literário…

Por fim, encerro dizendo (proclamando) que concluí com o coração na mão a obra. Os personagens são muito apegáveis e a obra é muito viciante. É uma das minhas trilogias favoritas, sem dúvidas. Se você ainda não leu, fica aqui a recomendação. Vem se apaixonar por essa história de tirar o fôlego.

Beijos, Vanessa.

Resenha: Princesa Mecânica (As peças infernais) – Cassandra Clare

Resenha: O olho e a Sombra (Morgan Dull Blade) – Beatriz Pacca

Ficha Técnica:

Título: Morgan Dull Blade – O olho e a Sombra
Autoria: Beatriz Pacca
Ano: 2016
Número de páginas: 328
ISBN: 978-989-51-7234-4
Genero: Ficção
Editora: Chiado

Sinopse:
“O mundo está repleto de malfeitores, ladrões e assassinos. E é por isso que a Inglaterra tem uma justiceira. Responsável por colocar vários criminosos na cadeia, procurada pela morte de muitas pessoas más. Essa é Morgan Dull Blade, baixa, ranzinza e Capitã de um exército, cujo dever é limpar as ruas da Inglaterra, acompanhada, na maior parte do tempo, por Alphonse Oak, Tenente e filho de um famoso empresário assassinado anos atrás.
No momento, Morgan está em guerra com a Kage no Ichizoku, um clã japonês, liderado por alguém bem conhecido de Morgan. Ao longo do tempo, Morgan descobre que outros países também têm seus justiceiros, e é ao lado deles que irá travar uma batalha quase definitiva, que mudará muito sua vida. Reencontrará muitas pessoas de seu passado, sem saber se pode ou não confiar nelas, enquanto seus amigos tentam descobrir o que tem por debaixo daquele tapa-olho.”

Classificação: 5/5

Eu tinha um apreço imenso pela obra antes mesmo de a ter lido. Ao ter contato com a autora, um tempo atrás, conheci uma pessoa cheia de luz, sonhos e inspiradora. Sabe aquela pessoa extremamente cativante, o qual se consegue ver a simpatia nela? Pois é, ela é essa pessoa. E nada me cativou ainda mais quando de surpresa, recebi a obra aqui em casa. É emocionante receber o carinho de autores assim, e sim, fiquei extremamente emocionada e lisonjeada. E além, grata pela surpresa, pelo presente e por ter tido contato com alguém tão iluminado.

Cá estou eu em amores por mais uma obra do gênero que tanto aprecio e leio: ficção. Somos apresentados a justiceiros, liderados pela baixinha e bem ranzinza Morgan Dull Blade, que trava uma luta imensa contra Kage no Ichizoku, um clã japonês que tem como líder uma pessoa que olha, meus caros, é surpreendente a todos. Ela conta com o apoio de muitos justiceiros, mas em especial seu tenente, Alphonse Oak, a quem ela tem um carinho especial. Cheio de aventura, surpresas e até climas de romance, a gente se joga na leitura e não consegue sair sem um apego a obra.

Eu aponto, inicialmente, como um diferencial o qual eu gostei demais, que é o fato de os capítulos não serem tão longos e a narrativa ser bem objetiva. Estamos acostumados (generalizo um costume meu) a tramas de capítulos bem longos. E a autora surpreende com capítulos mais cursos, consequentemente mais números, mas que de forma muito bem feita, consegue objetivar a narração e tornar mais curta, adequada aos capítulos, sem perder a linha de raciocínio ou a beleza da escrita.

Aliás, citado a escrita, costumo ressaltar o quão significativo é o escrever simples, mas feito com empenho e capricho. Não há um rebuscamento, linguajar extremamente culto. É acessível, simples e sem perder o charme. Acredito sempre que os livros ficcionais com essa característica traz uma proximidade maior para com o leitor.

Eu fiquei apaixonada pela Morgan e pelo Alphonse. Não há como não se encantar com os personagens, em suas particularidades e neles, juntos. Aquele tal “Eu shippo” para os dois. Ela, sempre fria, imponente, mostrando-se forte apesar de suas tantas fraquezas e ele, aquele típico cara que vê além da frieza dela, que não se importa com suas reações agressivas ou frias porque consegue atingir o lado sentimental, enxergá-lo.

A construção do enredo vem cheio de surpresas e criatividade. Ela consegue trazer elementos à trama que dão um encanto todo especial. Esse ponto fica até difícil de ser explicado sem deixar alguns spoilers, mas quem leu ou tiver a oportunidade de ler, entenderá do que estou falando. Ela constrói fatos os quais ficamos boquiabertos e extremamente ansiosos para saber como tudo desenrolará (sem contar uma galera do passado que começa a surgir).

E o mais legal nisso tudo, é que conseguimos sentir o mesmo que os personagens, em especial, que Morgan. Juro que eu ficava aflita quando surgia qualquer pessoa na trama, em especial os que voltavam do passado dela, porque eu ficava naquela de “será que é mais um traidor? Será que está falando a verdade? Será que não a está enganando?”. É de ficar mais desconfiada que a própria protagonista.

Bem, meus caros, o único ponto negativo que encontrei foram alguns erros de digitação (e é visível não serem falhas ortográficas, antecipo, é literalmente de digitação). Mas nada que atrapalhe a leitura ou tragam modificações bruscas no entendimento…

Se tiver a oportunidade: leia. É magnífico da autora à obra…

Caso você queira adquirir:

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Beijos, Vanessa.

Resenha: O olho e a Sombra (Morgan Dull Blade) – Beatriz Pacca

Primeiras impressões: Encontros e Desencantos – Nathália Batista da Silva

Ficha técnica:

Título: Encontros e desencantos

Autor: Nathália Batista da Silva

ISBN: 978-989-51-6341-0

Ano: 2015

Número de páginas: 256

Editora: Chiado

Sinopse:

A Inglaterra, do início do século XIX, é palco de um romance repleto de paixão, dor, encontros, encantos, desencontros e desencantos. O romance é composto por pessoas e com elas, tudo o que há de pior e de melhor no ser humano. São sentimentos explorados em uma cadência lenta nas fases mais difíceis da vida de uma mulher. Suzanne é uma doce e ingênua moça de dezessete anos, cercada e castigada pela maldosa Veronika, de quem era dama de companhia. A vida tem seu próprio jeito de ensinar aos ingênuos e proporciona um longo e árduo caminho a menina em meio a uma sociedade onde respeito e posição não raramente eram construídos com crueldade, inveja, mentiras, intrigas e vingança.

Bom, meus caros leitores, gentilmente a autora Nathália Batista nos cedeu os três primeiros capítulos de sua obra, Encontros e Desencantos, para que viéssemos dar nosso parecer sobre esse breve contato.

Sabemos da velha questão de que “Quem vê capa, não vê conteúdo” mas não posso deixar de ressalvar que fiquei encantadíssima quando vi como era a capa. Recebi, recentemente, os marcadores e tive um amor a primeira vista. Gente, uma graciosidade a parte, não?!

Adentrando ao conteúdo, nós conhecemos a história da jovem órfã Suzanne, que é dama de companhia da invejosa e cruel Veronika. Deixada aos cuidados da baronesa Sra. Hampton, em pedido de sua mãe em leito de morte, ela recebe uma educação e cuidados diferentes de outros criados, tornando-se uma dama de jeitos e beleza admiráveis. Obviamente, gerando a inveja e ira da herdeira dos Hampton, que de grandes destaque tem apenas a fortuna.

Claramente, que um grande amor  vai lhe surgir. Não podendo eu alegar,  diante que as páginas iniciais vinham até o momento em que ambos se conheceram, posso apostar aqui que vai ser um romance e tanto, cheio de dificuldades e lições.

Com características de romances de época, a autora escreve de uma forma o qual lemos levemente, se encantando pela protagonista e criando um mundo encantado para esta. Juro a vocês que leio imaginando como um conto de fadas, diante que a autora consegue transpassar, perfeitamente, esse clima romântico e “fofo” de obras com tais características.

Tenho que dizer que fiquei curiosa para saber o desfecho dessa história e o que poderá acontecer cm a protagonista da trama, a Suzanne. É apaixonada por romances, assim como eu? Acho que é uma boa dica, ein! Só nos três primeiros capítulos, já fiquei encantada com os personagens.

Caso queira adquirir a obra, segue abaixo os links para a compra:

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Beijos, Vanessa.

Primeiras impressões: Encontros e Desencantos – Nathália Batista da Silva

Resenha: O contrato Social – Jean-Jacques Rousseau

Título: O contrato social

Autoria: Jean-Jacques Rousseau

Tradução: Paulo Neves

Número de páginas: 151

Idioma: Português

Ano: 2007

Editora: L&PM

ISBN:978-85-254-1665-0

Sinopse: Este livro influenciou diretamente a Revolução Francesa e os rumos da história. Impactante ensaio, O contrato social ou Princípios de Direito político causou furor desde sua publicação, em 1762, e eternizou-se como um dos principais textos fundadores do Estado moderno. Nele, o filósofo iluminista, romancista, teórico e compositor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) – em meio a uma Europa majoritariamente monarquista, defensora da legitimação sobrenatural dos governantes – lança e defende a novidade de que o poder político de uma sociedade está no povo e só dele emana. Estavam plantados os conceitos do povo soberano e da igualdade de direitos entre os homens. Nesta que é a sua principal obra política, da qual virtualmente todas as sociedades modernas são de alguma forma tributárias, Rousseau não apenas dá ao povo o que lhe é de direito, mas chama-o à responsabilidade pelo seu destino. ‘Assim que alguém diz dos assuntos do Estado ‘que me importa?’, deve-se contar que o Estado está perdido.’ Para o autor, a soberania está no exercício incessante do poder decisório, que não pode ser alienado, dividido ou delegado. Hoje, dois séculos e meio após sua publicação, a obra de Rousseau – subversivo, polêmico, amado, odiado, reverenciado e seguido – permanece atual. E seus ensinamentos se fazem lições necessárias e urgentes em todo e qualquer lugar em que se fale de inépcia, injustiça, corrupção e incompetência política.
Classificação: 5/5
Fui apresentada à obra por um professor da faculdade, que me pôs a ler alguns capítulos para poder usar como referência em um artigo científico que produzia. E, por fim, depois de ter gostado das partes as quais tive acesso, decidi adquirir a obra e finalmente, lê-la por completo.
Há aquele diferencial de obras datadas de épocas distintas mas que trazem conceituações marcantes historicamente. Um nome de grande vínculo ao iluminismo (o qual ouvimos muito durante as aulas de história, quando se trata desse tema, não é mesmo?!), Jean-Jacques Rousseau, imerso em um período monarquista, em uma Europa marcada pelo poderio dos governantes, ganhando aspectos divinos (sobrenaturais), traz ideários trazendo a força ao povo, dando-lhes soberania no Estado, atribuindo-lhes a emanação de poder. Além há a busca por igualdade entre os homens em seus direitos, postos como uma das poucas todas as quais deve e se é possível a todos.
A obra traz caracterizações quanto ao Estado, como já posto, que a soberania deveria ser do povo, colocando-os em um corpo, com direitos igualitários que teriam seus destinos sobre as mãos, decidindo os rumos do Estado.
Claro, há aspectos que não coincidem com o “Ser” (realidade), que não são possíveis de serem aplicadas, mas em sua maior parte, há concepções os quais vemos como presentes na atualidade e que fora fundada em obra de tanto tempo anterior.
E vamos falar do que? Da linguagem. Já falei em resenha anterior quanto ao meu temor pelos rebuscamentos que poderia encontrar em livros do tipo, grandes clássicos. Pois bem, digo que esse tem uma linguagem extremamente tranquila,requisitando apenas uma certa atenção que é vinculada à compreensão das ideias e não tanto quanto ao linguajar.
Nem é preciso dizer que é uma super dica a leitura, não é?! Leiam!
Beijos, Vanessa.
Resenha: O contrato Social – Jean-Jacques Rousseau

Resenha: Príncipe mecânico (As peças infernais) – Cassandra Clare

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Título: Príncipe mecânico

Série: As peças infernais

Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

Número de páginas: 406

ISBN: 9788501092694

Ano: 2013

Idioma: Português

Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que foi de Nova York para Londres  – ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada- foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Classificação: 5/5

Eu consigo amar mais as obras de Cassandra Clare? Acho que não! Instrumentos mortais começou genialmente mas eu, particularmente, me cansei da leitura (e até hoje não concluí a série toda), mas talvez por ser uma trilogia apenas, o amor por As peças infernais está imenso e estou querendo ler um livro atrás do outro!

Em Príncipe mecânico, o segundo volume de As peças infernais, temos a protagonista da série, Tessa Gray em busca de desmascarar e finalmente derrotar o temível e inteligente vilão da trama: Axel Mortmain.

Lidando com os problemas de identidade, a distinção entre o real e o fictício parece não haver mais tanto, diante de seu desejo por que tudo fosse um sonho. Movida por uma traição de alguém a quem amava (que ocorre no primeiro volume, mas se eu contar, perde a graça), sem saber quem realmente é, lutando contra o então sagaz Magistrado e enfrentando uma série de dificuldades, ela ainda se vê em um triângulo amoroso entre os grande amigos James Carstairs e william Herondale (deixando até os leitores divididos).

Particularmente eu gostei muito da Tessa nesse livro. Ela passou a ter mais um ar destemido e forte. E convenhamos que finalmente foi-lhe ensinado um básico de defesa? Sério, no primeiro volume, a protagonista “me dava nos nervos” quanto a sua extrema fragilidade. E eu me perguntava quando, já que inserida no meio a qual estava, ela aprenderia a se defender minimamente. E eu vi positivamente esse “finalmente” quanto ao treino. Isso por ela se defender, lutar, mesmo que em poucas cenas, e inabilidosamente (o que é compreensível!)

O Magistrado é um vilão surpreendente. Tipicamente aquele que age como se movendo peças em um tabuleiro. Sempre precavido, a gente se surpreende com as capacidades do personagem em constituir aliados e agir, secretamente.

Nessa trama, temos o casamento entre Charlotte e Henry posto à prova. Esta passa a ser acusada de dirigir o instituto sozinha, sendo uma mulher, consequentemente, havendo explícito preconceito nas alegações. Diante das circunstâncias no enredo, ela acaba sendo incumbida de em 2 semanas, encontrar o paradeiro de Mortman. E o enrendo se desenvolve ao redor dessa busca, que garanto, é cheia de emoções. Além, que ainda referida a minha amada Charlotte (gosto bastante da personagem), temos o conflito no casamento dela, problemas do passado não resolvidos que parecem pairar sobre ambos…

E a parte envolvente da história, que no meio da ação, dá aquele charme e que senti uma forte presença na obra: o triângulo amoroso. Confesso para vocês que eu também fiquei dividida por quem ela escolher, mesmo acreditando que muita coisa vá mudar quanto a escolha dela no terceiro volume, eu até que gostei (por mais que me sinto como ela: toda dividida). Eu acho lindo a expressividade da amizade posta pela autora entre os parabatai Jem e Will. O laço entre eles é extremamente forte e protetivo, onde um tem ao outro como alicerce.

Eu fiquei extremamente presa à obra. Tive que separar um dia todo para ler, porque não conseguia abandonar. Realmente, a série de acontecimentos nos aprisiona à leitura de um jeito surpreendente e os personagens estão extremamente encantadores e bem trabalhados, no qual conseguimos “senti-los” e nos apegar a eles!

Por fim, a história torna-se digna de uma obra intermediária. Desenvolve mais o começo, mas não lhe dá muitas respostas, aliás, só faz enrolar tudo ainda mais. Quer uma recomendação? Corre para ler a trilogia… Vale a pena!

Beijos, Vanessa.

Resenha: Príncipe mecânico (As peças infernais) – Cassandra Clare

Resenha: Anjo Mecânico – Cassandra Clare

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Ficha técnica:

Título: Anjo Mecânico

Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

ISBN: 978-85-01-09268-7

Sinopse:

Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que morreram. Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado pelas forças do submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres Vitoriana.

Classificação: 5/5

Estabeleci como meta que neste ano iria ler todos os livros que estão a um bom tempinho na minha prateleira, há mais de 1 ano, e não lia. E, um deles, foi Anjo mecânico, o primeiro volume das série Peças infernais.Pois bem, depois de muitos elogios, eis que resolvi ler. E sim, gostei.

Cassandra Clare já é um nome o qual tinha um certo conhecimento da escrita, diante do fato de já ter lido 4 dos 6 volumes de instrumentos mortais. Mas, apesar das similaridades na questão de apresentar  mundo anterior a tal, senti um apreço especial por esse primeiro livro (já que estava um tanto cansada de Instrumentos Mortais).

Conhecemos a vida da protagonista Tessa Gray, uma garota aparentemente comum, que está viajando para Londres, em busca de seu Irmão, Nathaniel Gray. A história toma sua reviravolta quando chega à cidade Inglesa e a realidade é outra. Nada de seu irmão, Nate, e sim é recepcionada pelas conhecidas Irmãs Sombrias, que vão mostrar-lhe que ela não é humana, ou pelo menos, não totalmente, e seu poder é de grande interesse para um alguém, intitulado Magistrado, que a protege e a treina a todo custo.

Como posto, devido a diversas circunstâncias (que não revelarei para não acabar dando spoilers) ela, aliada aos Nephiliim (os caçadores de sombras) entrará em uma guerra mortal contra as máquinas do Magistrado, o grande vilão deste livro. Há de se surpreender, quem se aventurar a ler,com o desenrolar e as surpresas da história…

Achei demasiadamente interessante a forma como foi feito a ligação dos fatos e construído todo o enredo. Nada tão óbvio assim, como muitas obras tendem a ser e a autora consegue realmente surpreender o leitor, deixando o suspense ser um charme especial. O inesperado nas ações é que aprisiona quem está lendo, por muitas vezes não conseguir chegar a ideia exata de como tudo irá se desenrolar.

Quanto aos personagens, tenho que dizer que Tessa me traz um misto grande entre o gostar ou não dessa protagonista, diante que eu particularmente, por mais que entenda que se passa em um período diferente, fico incomodada com a mentalidade dela de inferioridade feminina, por mais que realmente entenda que fosse um marco do pensar daquele período. Mesmo assim, havendo amores inesperados por ela a características como o amor pela literatura e a evidente “melhora” desta quanto amadurecimento no decorrer da história.

Como toda história, o romance está também na trama, representado pelo triângulo amoroso entre Tessa e os melhores amigos, caçadores de sombras, William Herondale e James Carstairs.

Tenho que dizer, que após ler o primeiro volume da série, eu gostei bastante e a ansiedade está a mil a espera do que virá no segundo volume!

Beijos, Vanessa

 

Resenha: Anjo Mecânico – Cassandra Clare