Resenha: O olho e a Sombra (Morgan Dull Blade) – Beatriz Pacca

Ficha Técnica:

Título: Morgan Dull Blade – O olho e a Sombra
Autoria: Beatriz Pacca
Ano: 2016
Número de páginas: 328
ISBN: 978-989-51-7234-4
Genero: Ficção
Editora: Chiado

Sinopse:
“O mundo está repleto de malfeitores, ladrões e assassinos. E é por isso que a Inglaterra tem uma justiceira. Responsável por colocar vários criminosos na cadeia, procurada pela morte de muitas pessoas más. Essa é Morgan Dull Blade, baixa, ranzinza e Capitã de um exército, cujo dever é limpar as ruas da Inglaterra, acompanhada, na maior parte do tempo, por Alphonse Oak, Tenente e filho de um famoso empresário assassinado anos atrás.
No momento, Morgan está em guerra com a Kage no Ichizoku, um clã japonês, liderado por alguém bem conhecido de Morgan. Ao longo do tempo, Morgan descobre que outros países também têm seus justiceiros, e é ao lado deles que irá travar uma batalha quase definitiva, que mudará muito sua vida. Reencontrará muitas pessoas de seu passado, sem saber se pode ou não confiar nelas, enquanto seus amigos tentam descobrir o que tem por debaixo daquele tapa-olho.”

Classificação: 5/5

Eu tinha um apreço imenso pela obra antes mesmo de a ter lido. Ao ter contato com a autora, um tempo atrás, conheci uma pessoa cheia de luz, sonhos e inspiradora. Sabe aquela pessoa extremamente cativante, o qual se consegue ver a simpatia nela? Pois é, ela é essa pessoa. E nada me cativou ainda mais quando de surpresa, recebi a obra aqui em casa. É emocionante receber o carinho de autores assim, e sim, fiquei extremamente emocionada e lisonjeada. E além, grata pela surpresa, pelo presente e por ter tido contato com alguém tão iluminado.

Cá estou eu em amores por mais uma obra do gênero que tanto aprecio e leio: ficção. Somos apresentados a justiceiros, liderados pela baixinha e bem ranzinza Morgan Dull Blade, que trava uma luta imensa contra Kage no Ichizoku, um clã japonês que tem como líder uma pessoa que olha, meus caros, é surpreendente a todos. Ela conta com o apoio de muitos justiceiros, mas em especial seu tenente, Alphonse Oak, a quem ela tem um carinho especial. Cheio de aventura, surpresas e até climas de romance, a gente se joga na leitura e não consegue sair sem um apego a obra.

Eu aponto, inicialmente, como um diferencial o qual eu gostei demais, que é o fato de os capítulos não serem tão longos e a narrativa ser bem objetiva. Estamos acostumados (generalizo um costume meu) a tramas de capítulos bem longos. E a autora surpreende com capítulos mais cursos, consequentemente mais números, mas que de forma muito bem feita, consegue objetivar a narração e tornar mais curta, adequada aos capítulos, sem perder a linha de raciocínio ou a beleza da escrita.

Aliás, citado a escrita, costumo ressaltar o quão significativo é o escrever simples, mas feito com empenho e capricho. Não há um rebuscamento, linguajar extremamente culto. É acessível, simples e sem perder o charme. Acredito sempre que os livros ficcionais com essa característica traz uma proximidade maior para com o leitor.

Eu fiquei apaixonada pela Morgan e pelo Alphonse. Não há como não se encantar com os personagens, em suas particularidades e neles, juntos. Aquele tal “Eu shippo” para os dois. Ela, sempre fria, imponente, mostrando-se forte apesar de suas tantas fraquezas e ele, aquele típico cara que vê além da frieza dela, que não se importa com suas reações agressivas ou frias porque consegue atingir o lado sentimental, enxergá-lo.

A construção do enredo vem cheio de surpresas e criatividade. Ela consegue trazer elementos à trama que dão um encanto todo especial. Esse ponto fica até difícil de ser explicado sem deixar alguns spoilers, mas quem leu ou tiver a oportunidade de ler, entenderá do que estou falando. Ela constrói fatos os quais ficamos boquiabertos e extremamente ansiosos para saber como tudo desenrolará (sem contar uma galera do passado que começa a surgir).

E o mais legal nisso tudo, é que conseguimos sentir o mesmo que os personagens, em especial, que Morgan. Juro que eu ficava aflita quando surgia qualquer pessoa na trama, em especial os que voltavam do passado dela, porque eu ficava naquela de “será que é mais um traidor? Será que está falando a verdade? Será que não a está enganando?”. É de ficar mais desconfiada que a própria protagonista.

Bem, meus caros, o único ponto negativo que encontrei foram alguns erros de digitação (e é visível não serem falhas ortográficas, antecipo, é literalmente de digitação). Mas nada que atrapalhe a leitura ou tragam modificações bruscas no entendimento…

Se tiver a oportunidade: leia. É magnífico da autora à obra…

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Beijos, Vanessa.

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Resenha: O olho e a Sombra (Morgan Dull Blade) – Beatriz Pacca

Primeiras impressões: Encontros e Desencantos – Nathália Batista da Silva

Ficha técnica:

Título: Encontros e desencantos

Autor: Nathália Batista da Silva

ISBN: 978-989-51-6341-0

Ano: 2015

Número de páginas: 256

Editora: Chiado

Sinopse:

A Inglaterra, do início do século XIX, é palco de um romance repleto de paixão, dor, encontros, encantos, desencontros e desencantos. O romance é composto por pessoas e com elas, tudo o que há de pior e de melhor no ser humano. São sentimentos explorados em uma cadência lenta nas fases mais difíceis da vida de uma mulher. Suzanne é uma doce e ingênua moça de dezessete anos, cercada e castigada pela maldosa Veronika, de quem era dama de companhia. A vida tem seu próprio jeito de ensinar aos ingênuos e proporciona um longo e árduo caminho a menina em meio a uma sociedade onde respeito e posição não raramente eram construídos com crueldade, inveja, mentiras, intrigas e vingança.

Bom, meus caros leitores, gentilmente a autora Nathália Batista nos cedeu os três primeiros capítulos de sua obra, Encontros e Desencantos, para que viéssemos dar nosso parecer sobre esse breve contato.

Sabemos da velha questão de que “Quem vê capa, não vê conteúdo” mas não posso deixar de ressalvar que fiquei encantadíssima quando vi como era a capa. Recebi, recentemente, os marcadores e tive um amor a primeira vista. Gente, uma graciosidade a parte, não?!

Adentrando ao conteúdo, nós conhecemos a história da jovem órfã Suzanne, que é dama de companhia da invejosa e cruel Veronika. Deixada aos cuidados da baronesa Sra. Hampton, em pedido de sua mãe em leito de morte, ela recebe uma educação e cuidados diferentes de outros criados, tornando-se uma dama de jeitos e beleza admiráveis. Obviamente, gerando a inveja e ira da herdeira dos Hampton, que de grandes destaque tem apenas a fortuna.

Claramente, que um grande amor  vai lhe surgir. Não podendo eu alegar,  diante que as páginas iniciais vinham até o momento em que ambos se conheceram, posso apostar aqui que vai ser um romance e tanto, cheio de dificuldades e lições.

Com características de romances de época, a autora escreve de uma forma o qual lemos levemente, se encantando pela protagonista e criando um mundo encantado para esta. Juro a vocês que leio imaginando como um conto de fadas, diante que a autora consegue transpassar, perfeitamente, esse clima romântico e “fofo” de obras com tais características.

Tenho que dizer que fiquei curiosa para saber o desfecho dessa história e o que poderá acontecer cm a protagonista da trama, a Suzanne. É apaixonada por romances, assim como eu? Acho que é uma boa dica, ein! Só nos três primeiros capítulos, já fiquei encantada com os personagens.

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Beijos, Vanessa.

Primeiras impressões: Encontros e Desencantos – Nathália Batista da Silva

Resenha: O contrato Social – Jean-Jacques Rousseau

Título: O contrato social

Autoria: Jean-Jacques Rousseau

Tradução: Paulo Neves

Número de páginas: 151

Idioma: Português

Ano: 2007

Editora: L&PM

ISBN:978-85-254-1665-0

Sinopse: Este livro influenciou diretamente a Revolução Francesa e os rumos da história. Impactante ensaio, O contrato social ou Princípios de Direito político causou furor desde sua publicação, em 1762, e eternizou-se como um dos principais textos fundadores do Estado moderno. Nele, o filósofo iluminista, romancista, teórico e compositor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) – em meio a uma Europa majoritariamente monarquista, defensora da legitimação sobrenatural dos governantes – lança e defende a novidade de que o poder político de uma sociedade está no povo e só dele emana. Estavam plantados os conceitos do povo soberano e da igualdade de direitos entre os homens. Nesta que é a sua principal obra política, da qual virtualmente todas as sociedades modernas são de alguma forma tributárias, Rousseau não apenas dá ao povo o que lhe é de direito, mas chama-o à responsabilidade pelo seu destino. ‘Assim que alguém diz dos assuntos do Estado ‘que me importa?’, deve-se contar que o Estado está perdido.’ Para o autor, a soberania está no exercício incessante do poder decisório, que não pode ser alienado, dividido ou delegado. Hoje, dois séculos e meio após sua publicação, a obra de Rousseau – subversivo, polêmico, amado, odiado, reverenciado e seguido – permanece atual. E seus ensinamentos se fazem lições necessárias e urgentes em todo e qualquer lugar em que se fale de inépcia, injustiça, corrupção e incompetência política.
Classificação: 5/5
Fui apresentada à obra por um professor da faculdade, que me pôs a ler alguns capítulos para poder usar como referência em um artigo científico que produzia. E, por fim, depois de ter gostado das partes as quais tive acesso, decidi adquirir a obra e finalmente, lê-la por completo.
Há aquele diferencial de obras datadas de épocas distintas mas que trazem conceituações marcantes historicamente. Um nome de grande vínculo ao iluminismo (o qual ouvimos muito durante as aulas de história, quando se trata desse tema, não é mesmo?!), Jean-Jacques Rousseau, imerso em um período monarquista, em uma Europa marcada pelo poderio dos governantes, ganhando aspectos divinos (sobrenaturais), traz ideários trazendo a força ao povo, dando-lhes soberania no Estado, atribuindo-lhes a emanação de poder. Além há a busca por igualdade entre os homens em seus direitos, postos como uma das poucas todas as quais deve e se é possível a todos.
A obra traz caracterizações quanto ao Estado, como já posto, que a soberania deveria ser do povo, colocando-os em um corpo, com direitos igualitários que teriam seus destinos sobre as mãos, decidindo os rumos do Estado.
Claro, há aspectos que não coincidem com o “Ser” (realidade), que não são possíveis de serem aplicadas, mas em sua maior parte, há concepções os quais vemos como presentes na atualidade e que fora fundada em obra de tanto tempo anterior.
E vamos falar do que? Da linguagem. Já falei em resenha anterior quanto ao meu temor pelos rebuscamentos que poderia encontrar em livros do tipo, grandes clássicos. Pois bem, digo que esse tem uma linguagem extremamente tranquila,requisitando apenas uma certa atenção que é vinculada à compreensão das ideias e não tanto quanto ao linguajar.
Nem é preciso dizer que é uma super dica a leitura, não é?! Leiam!
Beijos, Vanessa.
Resenha: O contrato Social – Jean-Jacques Rousseau

Resenha: Príncipe mecânico (As peças infernais) – Cassandra Clare

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Título: Príncipe mecânico

Série: As peças infernais

Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

Número de páginas: 406

ISBN: 9788501092694

Ano: 2013

Idioma: Português

Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que foi de Nova York para Londres  – ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada- foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Classificação: 5/5

Eu consigo amar mais as obras de Cassandra Clare? Acho que não! Instrumentos mortais começou genialmente mas eu, particularmente, me cansei da leitura (e até hoje não concluí a série toda), mas talvez por ser uma trilogia apenas, o amor por As peças infernais está imenso e estou querendo ler um livro atrás do outro!

Em Príncipe mecânico, o segundo volume de As peças infernais, temos a protagonista da série, Tessa Gray em busca de desmascarar e finalmente derrotar o temível e inteligente vilão da trama: Axel Mortmain.

Lidando com os problemas de identidade, a distinção entre o real e o fictício parece não haver mais tanto, diante de seu desejo por que tudo fosse um sonho. Movida por uma traição de alguém a quem amava (que ocorre no primeiro volume, mas se eu contar, perde a graça), sem saber quem realmente é, lutando contra o então sagaz Magistrado e enfrentando uma série de dificuldades, ela ainda se vê em um triângulo amoroso entre os grande amigos James Carstairs e william Herondale (deixando até os leitores divididos).

Particularmente eu gostei muito da Tessa nesse livro. Ela passou a ter mais um ar destemido e forte. E convenhamos que finalmente foi-lhe ensinado um básico de defesa? Sério, no primeiro volume, a protagonista “me dava nos nervos” quanto a sua extrema fragilidade. E eu me perguntava quando, já que inserida no meio a qual estava, ela aprenderia a se defender minimamente. E eu vi positivamente esse “finalmente” quanto ao treino. Isso por ela se defender, lutar, mesmo que em poucas cenas, e inabilidosamente (o que é compreensível!)

O Magistrado é um vilão surpreendente. Tipicamente aquele que age como se movendo peças em um tabuleiro. Sempre precavido, a gente se surpreende com as capacidades do personagem em constituir aliados e agir, secretamente.

Nessa trama, temos o casamento entre Charlotte e Henry posto à prova. Esta passa a ser acusada de dirigir o instituto sozinha, sendo uma mulher, consequentemente, havendo explícito preconceito nas alegações. Diante das circunstâncias no enredo, ela acaba sendo incumbida de em 2 semanas, encontrar o paradeiro de Mortman. E o enrendo se desenvolve ao redor dessa busca, que garanto, é cheia de emoções. Além, que ainda referida a minha amada Charlotte (gosto bastante da personagem), temos o conflito no casamento dela, problemas do passado não resolvidos que parecem pairar sobre ambos…

E a parte envolvente da história, que no meio da ação, dá aquele charme e que senti uma forte presença na obra: o triângulo amoroso. Confesso para vocês que eu também fiquei dividida por quem ela escolher, mesmo acreditando que muita coisa vá mudar quanto a escolha dela no terceiro volume, eu até que gostei (por mais que me sinto como ela: toda dividida). Eu acho lindo a expressividade da amizade posta pela autora entre os parabatai Jem e Will. O laço entre eles é extremamente forte e protetivo, onde um tem ao outro como alicerce.

Eu fiquei extremamente presa à obra. Tive que separar um dia todo para ler, porque não conseguia abandonar. Realmente, a série de acontecimentos nos aprisiona à leitura de um jeito surpreendente e os personagens estão extremamente encantadores e bem trabalhados, no qual conseguimos “senti-los” e nos apegar a eles!

Por fim, a história torna-se digna de uma obra intermediária. Desenvolve mais o começo, mas não lhe dá muitas respostas, aliás, só faz enrolar tudo ainda mais. Quer uma recomendação? Corre para ler a trilogia… Vale a pena!

Beijos, Vanessa.

Resenha: Príncipe mecânico (As peças infernais) – Cassandra Clare

Resenha: Anjo Mecânico – Cassandra Clare

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Ficha técnica:

Título: Anjo Mecânico

Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

ISBN: 978-85-01-09268-7

Sinopse:

Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que morreram. Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado pelas forças do submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres Vitoriana.

Classificação: 5/5

Estabeleci como meta que neste ano iria ler todos os livros que estão a um bom tempinho na minha prateleira, há mais de 1 ano, e não lia. E, um deles, foi Anjo mecânico, o primeiro volume das série Peças infernais.Pois bem, depois de muitos elogios, eis que resolvi ler. E sim, gostei.

Cassandra Clare já é um nome o qual tinha um certo conhecimento da escrita, diante do fato de já ter lido 4 dos 6 volumes de instrumentos mortais. Mas, apesar das similaridades na questão de apresentar  mundo anterior a tal, senti um apreço especial por esse primeiro livro (já que estava um tanto cansada de Instrumentos Mortais).

Conhecemos a vida da protagonista Tessa Gray, uma garota aparentemente comum, que está viajando para Londres, em busca de seu Irmão, Nathaniel Gray. A história toma sua reviravolta quando chega à cidade Inglesa e a realidade é outra. Nada de seu irmão, Nate, e sim é recepcionada pelas conhecidas Irmãs Sombrias, que vão mostrar-lhe que ela não é humana, ou pelo menos, não totalmente, e seu poder é de grande interesse para um alguém, intitulado Magistrado, que a protege e a treina a todo custo.

Como posto, devido a diversas circunstâncias (que não revelarei para não acabar dando spoilers) ela, aliada aos Nephiliim (os caçadores de sombras) entrará em uma guerra mortal contra as máquinas do Magistrado, o grande vilão deste livro. Há de se surpreender, quem se aventurar a ler,com o desenrolar e as surpresas da história…

Achei demasiadamente interessante a forma como foi feito a ligação dos fatos e construído todo o enredo. Nada tão óbvio assim, como muitas obras tendem a ser e a autora consegue realmente surpreender o leitor, deixando o suspense ser um charme especial. O inesperado nas ações é que aprisiona quem está lendo, por muitas vezes não conseguir chegar a ideia exata de como tudo irá se desenrolar.

Quanto aos personagens, tenho que dizer que Tessa me traz um misto grande entre o gostar ou não dessa protagonista, diante que eu particularmente, por mais que entenda que se passa em um período diferente, fico incomodada com a mentalidade dela de inferioridade feminina, por mais que realmente entenda que fosse um marco do pensar daquele período. Mesmo assim, havendo amores inesperados por ela a características como o amor pela literatura e a evidente “melhora” desta quanto amadurecimento no decorrer da história.

Como toda história, o romance está também na trama, representado pelo triângulo amoroso entre Tessa e os melhores amigos, caçadores de sombras, William Herondale e James Carstairs.

Tenho que dizer, que após ler o primeiro volume da série, eu gostei bastante e a ansiedade está a mil a espera do que virá no segundo volume!

Beijos, Vanessa

 

Resenha: Anjo Mecânico – Cassandra Clare

Resenha: Depois de você – Jojo Moyes

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Ficha técnica

Título: Depois de você

Autor: Jojo Moyes

Número de páginas: 288

Editora: Intrínseca

ISBN: 978-85-8057-813-3

Tradução: Adalgisa Campos da Silva

 

 

Sinopse

“Lou Clark tem muitas perguntas. Por que acabou indo trabalhar no bar de um aeroporto, onde passa o expediente inteiro observando outras pessoas voarem para novos lugares? Por que o apartamento onde mora há um ano ainda não parece um lar? A família será capaz de perdoá-la pelo que ela fez a dezoito meses antes? Algum dia ela vai superar ter perdido o amor de sua vida? Mas o que Lou sabe com certeza é que as coisas precisam mudar. Até que, certa noite, uma pessoa desconhecida bate à sua porta. Será que ela tem as respostas que Lou procura… Ou apenas mais perguntas? Se Lou fechar a porta, a vida vai continuar igual? simples, ordenada, segura. Se abrir, estará arriscando tudo. Lou prometeu que continuaria viva. E se vai cumprir isso, terá que convidar essa pessoa a entrar…”

Classificação: 5/5

Resenha

Bom, apesar de a primeira obra, Como eu era antes de você, ter me chamado a atenção, ter sido um presente especial e eu ter gostado, a cativação não foi tanto quanto eu esperava (não a desmerecendo. Acho que foi um problema específico meu!). Mas, mesmo apesar dos pesares que encontrei, tive curiosidade de ler a segunda obra, e acabei gostando mais dessa (totalmente antagônica à maioria,eu sei).

Em Depois de você, encontramos uma Lou séria, reservada e triste, enfrentando o luto, após a perda do grande amor de sua vida. Com uma vida mais ou menos, e Will Traynor em sua mente, ela tenta sobreviver aos pesados dias e seguir em frente, da maneira mais fácil possível. Porém, acontecimentos a farão mudar drasticamente sua então realidade, de forma a começar a realmente viver, como seu amado lhe pedira…

“Não pense muito em mim.. Apenas viva bem. Apenas viva.”

Acho que o mais atrativo foi toda essa questão de acompanhamento não só da busca por sobreviver ao luto, mas pelo amadurecimento visto na protagonista. Lou muda bastante e por mais que ainda haja vestígios da velha e antiga garota, principalmente boas páginas do início, nós leitores podemos sentir que ela está diferente…

Acompanhamos sua tentativa por superar a morte de Will Traynor, assim como quaisquer um vivencia à triste busca de sobrevivência após percas de pessoas muito próximas, e a identificação é inevitável. A autora evidencia a dificuldade de conseguir continuar após “baques” significativos, e a gente vê pelas conversas, até que com lados cômicos, do grupo de apoio que a protagonista passa a seguir, até mesmo vendo o decorrer de sua vida e seu modo de agir, pensar e lidar com as situações.

ALERTA DE SPOILER

Se você ainda não leu o livro, o próximo parágrafo pode ser um spoiler.

E ainda, ganhando um “quê” a mais, vem a questão de aparecer uma filha dele, trazendo um pouquinho do personagem nos trejeitos e cativando não só os protagonistas, como aos leitores. Fiquei encantadíssima com ela, sério. Eu conseguia identificar, assim como os personagens, a colocação de similaridades do personagem Will Traynor na Lily. Sem contar que a autora ainda expôs os dois lados dela, não só demonstrando seu lado de jovem revoltada, mas justificando inteligentemente suas ações, motivando as “infantilidades” e atitudes incoerentes e desnecessárias. Além que ela encontrar um outro amor, mesmo depois da incrível história de romance vivida com o Will, é uma demonstração perfeita de como ela continuou, diante de todas as dificuldades que ela vivenciava não só em se envolver com outro alguém, mas de se “desapegar” e seguir sem ele. Nos evidencia que não é fácil, para ninguém. Que por mais que se tente, a pessoa permanece ali e o necessário é conseguir sobreviver com essa situação.

Por fim, concluo dizendo que gostei bastante de como a história foi concluída e de todos os aspectos tratados pela autora no decorrer do livro. Girar em volta do luto foi interessante, e ainda conhecer a fundo a busca da protagonista por conseguir melhorar, por superar a dor que sente e ver como tudo foi desenrolado, tornou o livro sensacional.

Se você já leu a primeira obra, por favor, eu recomendo que leia esta continuação.

Beijos, Vanessa!

Resenha: Depois de você – Jojo Moyes

Resenha: Eu me possuo – Stella Florence

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Ficha técnica:

Título: Eu me possuo

Autora: Stella Florence

Número de páginas: 184

Editora: Panda Books

ISBN: 978-85-7888-599-1

Sinopse:

 Karina é uma mulher tímida, que abandona a odontologia para abrir um bar. Sua vida passa, então, por várias revoluções: profissional, sexual, psicológica, afetiva, familiar. Nessa nova fase, de muito trabalho e muitos homens, ela reencontra um antigo amor que a estuprou seis anos antes. A tensão entre ambos gera abalos e confrontos. Uma pessoa especialíssima, porém, a acompanha todo o tempo: sua moderna e sábia avó Evelyn.

Classificação: 5/5

Eu tinha certeza que o livro seria bom desde o momento quando tive contato, pela primeira vez, quanto sua temática. O que mais me surpreendeu, em toda o contexto, foi como a autora conseguiu expor a problemática…

“Em Eu me possuo acompanhamos a saga de Karina, uma dentista tímida que vive seu cotidiano sem qualquer sobressalto, quando Renata, amiga de infância e dona de um bar, pede sua ajuda no trabalho por um final de semana. Nas noites movimentadas no bar, Karina conhece Thiago, com quem se envolve num sólido amor líquido. Com o tempo, Karina passa a se dividir em rotinas bem distintas: a do consultório e a do bar. Na cama de Karina, os homens se multiplicam: além de Thiago, Enzo, Lúcio, Iago, Caio, Ivan. Quando, para surpresa de todos, o bar de Renata fecha, Karina toma uma decisão radical: ela abandona de vez a odontologia e abre com a amiga o Taverna Z. No dia da inauguração do novo bar, porém, mais uma reviravolta: Karina reencontra Gustavo Jota, um antigo amor que a havia estuprado seis anos antes. A tensão que se estabelece entre ambos gera abalos e confrontos. Uma pessoa especialíssima, porém, acompanha Karina todo o tempo: sua moderna e sábia avó Evelyn.”

Bom, somos imersos, como exposto, à história da jovem Karina, o qual, no início, percebemos evidente insegurança e temor. Claro, diante do prévio conhecimento sobre qual tema é envolto na narrativa, já se é claro por qual motivo ela é assim. Ao decorrer dos fatos, aos poucos, vamos conhecendo e vendo ser construída uma nova Karina, diante do enfrentamento de seus medos, e do trauma vivenciado. O charme maior é como a história se desfecha, o amadurecimento da protagonista em todos os aspectos e a sua “libertação”, apesar do trauma ser algo a carregar para sempre.

” ‘É doloroso viver com medo’, outra frase de Blade Runner que sempre voltava a sua mente.Sim, Karina sabe como é viver com medo.Qualquer mulher sabe. As ruas não nos pertencem: obedecemos a um eterno toque de recolher. Metrôs e ônibus nos acossam enquanto nos transportam. Tribunais de Justiça nos constrangem enquanto nos defendem. E até o vento, quem diria, pode nos amedrontar”

A autora consegue discorrer sobre um tema tão complexo de forma leve e tranquila, contrariando ao que eu esperava que fosse ser, diante de ser um tema extremamente pesado. Ela transcreve não só a realidade de quem já vivenciou a infelicidade de sofrer tal violência, de ter sido vítima desse monstruoso crime, mas consegue inserir o tema de forma a deixar claro quanto a ideia errônea que muitos tem quanto ao estupro e ainda passar ensinamentos, gerais, por meio do aprendizado dos personagens. Claro, há um foco ao lado de “relacionamentos” e da vida sexual, mas também aprendemos muito com as superações na vida da protagonista, na forma com o qual ela busca superar seus problemas e sua mudança radical de forma de viver.

Um livro de curta extensão, linguagem extremamente gostosa de se apreciar, como já exposto, de leveza e tranquilidade, que apesar de aparentar tão simples por suas características, tem uma dimensão gigante. É aquilo de que não importa o tamanho e sim a qualidade, certo? Esta obra faz jus. Terminei com uma visão renovada, com o pensamento imerso ao tema e o quanto a autora soube expor.

Quer mesmo saber? Desejaria que todos tivessem o prazer de ler essa obra…

Sobre a autora:

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Stella Florence é escritora, tem 1 filha, 10 livros, 30 tatuagens e vive em São Paulo. É autora dos sucessos Hoje acordei gorda, O diabo que te carregue!, 32 e Os indecentes, entre outros títulos. Cronista veterana, hoje escreve semanalmente para o site da Top Magazine. http://www.stellaflorence.net.

 

 

Beijos, Vanessa.

Resenha: Eu me possuo – Stella Florence