Resenha: O olho e a Sombra (Morgan Dull Blade) – Beatriz Pacca

Ficha Técnica:

Título: Morgan Dull Blade – O olho e a Sombra
Autoria: Beatriz Pacca
Ano: 2016
Número de páginas: 328
ISBN: 978-989-51-7234-4
Genero: Ficção
Editora: Chiado

Sinopse:
“O mundo está repleto de malfeitores, ladrões e assassinos. E é por isso que a Inglaterra tem uma justiceira. Responsável por colocar vários criminosos na cadeia, procurada pela morte de muitas pessoas más. Essa é Morgan Dull Blade, baixa, ranzinza e Capitã de um exército, cujo dever é limpar as ruas da Inglaterra, acompanhada, na maior parte do tempo, por Alphonse Oak, Tenente e filho de um famoso empresário assassinado anos atrás.
No momento, Morgan está em guerra com a Kage no Ichizoku, um clã japonês, liderado por alguém bem conhecido de Morgan. Ao longo do tempo, Morgan descobre que outros países também têm seus justiceiros, e é ao lado deles que irá travar uma batalha quase definitiva, que mudará muito sua vida. Reencontrará muitas pessoas de seu passado, sem saber se pode ou não confiar nelas, enquanto seus amigos tentam descobrir o que tem por debaixo daquele tapa-olho.”

Classificação: 5/5

Eu tinha um apreço imenso pela obra antes mesmo de a ter lido. Ao ter contato com a autora, um tempo atrás, conheci uma pessoa cheia de luz, sonhos e inspiradora. Sabe aquela pessoa extremamente cativante, o qual se consegue ver a simpatia nela? Pois é, ela é essa pessoa. E nada me cativou ainda mais quando de surpresa, recebi a obra aqui em casa. É emocionante receber o carinho de autores assim, e sim, fiquei extremamente emocionada e lisonjeada. E além, grata pela surpresa, pelo presente e por ter tido contato com alguém tão iluminado.

Cá estou eu em amores por mais uma obra do gênero que tanto aprecio e leio: ficção. Somos apresentados a justiceiros, liderados pela baixinha e bem ranzinza Morgan Dull Blade, que trava uma luta imensa contra Kage no Ichizoku, um clã japonês que tem como líder uma pessoa que olha, meus caros, é surpreendente a todos. Ela conta com o apoio de muitos justiceiros, mas em especial seu tenente, Alphonse Oak, a quem ela tem um carinho especial. Cheio de aventura, surpresas e até climas de romance, a gente se joga na leitura e não consegue sair sem um apego a obra.

Eu aponto, inicialmente, como um diferencial o qual eu gostei demais, que é o fato de os capítulos não serem tão longos e a narrativa ser bem objetiva. Estamos acostumados (generalizo um costume meu) a tramas de capítulos bem longos. E a autora surpreende com capítulos mais cursos, consequentemente mais números, mas que de forma muito bem feita, consegue objetivar a narração e tornar mais curta, adequada aos capítulos, sem perder a linha de raciocínio ou a beleza da escrita.

Aliás, citado a escrita, costumo ressaltar o quão significativo é o escrever simples, mas feito com empenho e capricho. Não há um rebuscamento, linguajar extremamente culto. É acessível, simples e sem perder o charme. Acredito sempre que os livros ficcionais com essa característica traz uma proximidade maior para com o leitor.

Eu fiquei apaixonada pela Morgan e pelo Alphonse. Não há como não se encantar com os personagens, em suas particularidades e neles, juntos. Aquele tal “Eu shippo” para os dois. Ela, sempre fria, imponente, mostrando-se forte apesar de suas tantas fraquezas e ele, aquele típico cara que vê além da frieza dela, que não se importa com suas reações agressivas ou frias porque consegue atingir o lado sentimental, enxergá-lo.

A construção do enredo vem cheio de surpresas e criatividade. Ela consegue trazer elementos à trama que dão um encanto todo especial. Esse ponto fica até difícil de ser explicado sem deixar alguns spoilers, mas quem leu ou tiver a oportunidade de ler, entenderá do que estou falando. Ela constrói fatos os quais ficamos boquiabertos e extremamente ansiosos para saber como tudo desenrolará (sem contar uma galera do passado que começa a surgir).

E o mais legal nisso tudo, é que conseguimos sentir o mesmo que os personagens, em especial, que Morgan. Juro que eu ficava aflita quando surgia qualquer pessoa na trama, em especial os que voltavam do passado dela, porque eu ficava naquela de “será que é mais um traidor? Será que está falando a verdade? Será que não a está enganando?”. É de ficar mais desconfiada que a própria protagonista.

Bem, meus caros, o único ponto negativo que encontrei foram alguns erros de digitação (e é visível não serem falhas ortográficas, antecipo, é literalmente de digitação). Mas nada que atrapalhe a leitura ou tragam modificações bruscas no entendimento…

Se tiver a oportunidade: leia. É magnífico da autora à obra…

Caso você queira adquirir:

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Beijos, Vanessa.

Resenha: O olho e a Sombra (Morgan Dull Blade) – Beatriz Pacca

Lidos – Janeiro (5/30).

Fala galera, tudo bem com vocês?

Esse ano, como dito, quero aproveitar para ler os livros que estão encostados ali na prateleira, que tenho enrolado e não leio. Li 5 livros esse mês! A meta é 30, então, hora de seguir em frente que ainda falta muito.

Obs: Não conto as doutrinas da faculdade!

  • Anjo mecânico – Cassandra Clare

Com 10 milhões de exemplares vendidos mundo afora — 6 milhões nos Estados Unidos e 80 mil somente no Brasil —, Cassandra Clare é mais que um fenômeno editorial. Virou febre! A série Instrumentos mortais, uma fantasia urbana tendo como cenário a Nova York atual e que envolve o mito dos nephilim, fez tanto sucesso que chega às telas de cinema em agosto de 2013. Numa co-produção da Sony com direção de Scott Charles Stewart. O mesmo do cult Sin City.Os fãs da trilogia são tão alucinados, que ganharam de presente uma prequel. E, sim!, o primeiro tomo também chegou ao topo da lista do New York Times, como todos os outros livros de Cassandra. ‘ANJO MECÂNICO’, volume inaugural de As peças infernais, conta como os antepassados dos protagonistas de Instrumentos mortais se conheceram. E como existe muito mais mistérios entre eles do que se imagina.
  • Arcanista – Joe de Lima

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Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde.

 Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.
 Com uma narrativa cinematográfica, Arcanista é mais que uma história de superação e sobrevivência. É a história de pessoas que tentam encontrar seu lugar em uma sociedade com um complexo cenário político e um colossal abismo social que separa a elite e a classe menos favorecida.
  • A guardiã – B.R.Peruzzo

DESCUBRA, SOBREVIVA E DESEJE.
O crepúsculo de todas as batalhas se dá nos momentos mais tenebrosos que existem. Assim como as noites mais obscuras, o mundo é um lugar sombrio, cheio de segredos. Quando o universo estava afundando em seu momento de maior lástima, os Guardiões surgiram para trazer o alvorecer, a luz e a paz de volta ao universo, ao nosso mundo e à Terra. Meu planeta natal, Zodark, foi destruído pela ganância de meu povo, e a Terra está prestes a ser destruída também, pelo mesmo motivo. Mas eu não permitirei. Meu nome é Lilian Moore, eu sou uma Guardiã, a que salvará a Terra e Zodark. Pelo menos é isso que eu espero! A Guardiã traz uma história épica, cheia de ação, aventura e ficção. Uma distopia feita para agradar a todos os públicos.

  • Príncipe mecânico – Cassandra Clare

 

Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres – ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada – foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

  • Dos delitos e das penas – Cesare Beccaria

Desde a sua primeira edição, em 1764, ‘Dos Delitos e das Penas’ provocou (e continua provocando) as mais intensas polêmicas, devido principalmente ao seu embasamento francamente humanista. Os temas aqui discutidos – pena de morte, acusações secretas, prisão, torturas, roubo, contrabando, entre outros – continuam despertando o interesse de profissionais, pesquisadores e estudiosos, tornando esta obra, hoje clássica, uma permanente e profícua fonte de inspiração e reflexão para todos os que se preocupam com os Direitos Humanos.
A presente obra constitui-se num tratado que impulsionou grandes modificações no direito penal internacional e também nas Constituições brasileiras, cuja influência encontra-se presente nos princípios da anterioridade, da legalidade, da responsabilidade pessoal, da irretroatividade da lei penal, da presunção de inocência, da proporcionalidade da pena, entre outros. A intensa comoção instaurada a partir da sua publicação permanece viva a inspirar reflexões e o constante repensar de todos aqueles que se ocupam da solidificação do respeito aos Direitos humanos.

Beijos, Vanessa!

Lidos – Janeiro (5/30).

Resenha: Depois de você – Jojo Moyes

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Ficha técnica

Título: Depois de você

Autor: Jojo Moyes

Número de páginas: 288

Editora: Intrínseca

ISBN: 978-85-8057-813-3

Tradução: Adalgisa Campos da Silva

 

 

Sinopse

“Lou Clark tem muitas perguntas. Por que acabou indo trabalhar no bar de um aeroporto, onde passa o expediente inteiro observando outras pessoas voarem para novos lugares? Por que o apartamento onde mora há um ano ainda não parece um lar? A família será capaz de perdoá-la pelo que ela fez a dezoito meses antes? Algum dia ela vai superar ter perdido o amor de sua vida? Mas o que Lou sabe com certeza é que as coisas precisam mudar. Até que, certa noite, uma pessoa desconhecida bate à sua porta. Será que ela tem as respostas que Lou procura… Ou apenas mais perguntas? Se Lou fechar a porta, a vida vai continuar igual? simples, ordenada, segura. Se abrir, estará arriscando tudo. Lou prometeu que continuaria viva. E se vai cumprir isso, terá que convidar essa pessoa a entrar…”

Classificação: 5/5

Resenha

Bom, apesar de a primeira obra, Como eu era antes de você, ter me chamado a atenção, ter sido um presente especial e eu ter gostado, a cativação não foi tanto quanto eu esperava (não a desmerecendo. Acho que foi um problema específico meu!). Mas, mesmo apesar dos pesares que encontrei, tive curiosidade de ler a segunda obra, e acabei gostando mais dessa (totalmente antagônica à maioria,eu sei).

Em Depois de você, encontramos uma Lou séria, reservada e triste, enfrentando o luto, após a perda do grande amor de sua vida. Com uma vida mais ou menos, e Will Traynor em sua mente, ela tenta sobreviver aos pesados dias e seguir em frente, da maneira mais fácil possível. Porém, acontecimentos a farão mudar drasticamente sua então realidade, de forma a começar a realmente viver, como seu amado lhe pedira…

“Não pense muito em mim.. Apenas viva bem. Apenas viva.”

Acho que o mais atrativo foi toda essa questão de acompanhamento não só da busca por sobreviver ao luto, mas pelo amadurecimento visto na protagonista. Lou muda bastante e por mais que ainda haja vestígios da velha e antiga garota, principalmente boas páginas do início, nós leitores podemos sentir que ela está diferente…

Acompanhamos sua tentativa por superar a morte de Will Traynor, assim como quaisquer um vivencia à triste busca de sobrevivência após percas de pessoas muito próximas, e a identificação é inevitável. A autora evidencia a dificuldade de conseguir continuar após “baques” significativos, e a gente vê pelas conversas, até que com lados cômicos, do grupo de apoio que a protagonista passa a seguir, até mesmo vendo o decorrer de sua vida e seu modo de agir, pensar e lidar com as situações.

ALERTA DE SPOILER

Se você ainda não leu o livro, o próximo parágrafo pode ser um spoiler.

E ainda, ganhando um “quê” a mais, vem a questão de aparecer uma filha dele, trazendo um pouquinho do personagem nos trejeitos e cativando não só os protagonistas, como aos leitores. Fiquei encantadíssima com ela, sério. Eu conseguia identificar, assim como os personagens, a colocação de similaridades do personagem Will Traynor na Lily. Sem contar que a autora ainda expôs os dois lados dela, não só demonstrando seu lado de jovem revoltada, mas justificando inteligentemente suas ações, motivando as “infantilidades” e atitudes incoerentes e desnecessárias. Além que ela encontrar um outro amor, mesmo depois da incrível história de romance vivida com o Will, é uma demonstração perfeita de como ela continuou, diante de todas as dificuldades que ela vivenciava não só em se envolver com outro alguém, mas de se “desapegar” e seguir sem ele. Nos evidencia que não é fácil, para ninguém. Que por mais que se tente, a pessoa permanece ali e o necessário é conseguir sobreviver com essa situação.

Por fim, concluo dizendo que gostei bastante de como a história foi concluída e de todos os aspectos tratados pela autora no decorrer do livro. Girar em volta do luto foi interessante, e ainda conhecer a fundo a busca da protagonista por conseguir melhorar, por superar a dor que sente e ver como tudo foi desenrolado, tornou o livro sensacional.

Se você já leu a primeira obra, por favor, eu recomendo que leia esta continuação.

Beijos, Vanessa!

Resenha: Depois de você – Jojo Moyes

Meta de leitura 2017

E o que teremos para 2017 de leituras?

Bem, ano passado me propus a ler 25 livros (não contando os didáticos, evidentemente). E, para esse ano, me proponho a ler 30 livros, se possível, e manter o ritmo de, pelo menos, 10 páginas diárias (de livros além dos didáticos) diante do fato de que sempre que tenho leituras obrigatórias, acabo dando uma super pausa nos livros que estava lendo.

Ah! E acabar logo com os livros físicos que estão “emperrados” na minha prateleira.Segue abaixo a lista dos livros que separei e que vou ler (os tais “emperrados”)

  1. A menina que não sabia ler 2
  2. O embaixador
  3. A mais bela de todas
  4. O silêncio das montanhas
  5. O livro de ouro da mitologia
  6. Anjo mecânico (trilogia peças infernais)
  7. Príncipe mecânico (trilogia peças infernais)
  8. Princesa mecânica (trilogia peças infernais)

Beijos, Vanessa!

Meta de leitura 2017

Lidos 2016

Fala Leitores, tudo bem com vocês?

Estamos quase no fim de 2016. E, como dito no começo do ano, eu tinha a meta de ler, pelo menos, 25 livros além daqueles os quais é exigido pela faculdade.

E adivinhem? A meta foi cumprida!!!

Deixo abaixo a lista dos livros lidos neste ano:

  1. Não se apega não – Isabela Freitas
  2. Orgulho e preconceito – Jane Austen
  3. Feliz ano velho – Marcelo Rubens Paiva
  4. A história secreta – Dona Tartt
  5. O garoto no convés – John Boyne
  6. O caso dos denunciantes invejosos – Dimitri Dimoulis
  7. O amor está no quarto ao lado – Li Mendi
  8. Paixão avassaladora – Jull Evans
  9. O velho mundo – Kátia Regina Souza
  10. O sedutor – Clécya Vidal
  11. Procura-se um Marido – Carina Rissi (Clique aqui para conferir a resenha)
  12. Filosofia para corajosos – Luiz Felipe Pondé
  13. A menina que não sabia ler – John Harding (Clique aqui para conferir a resenha)
  14. Drácula apaixonado – Karen Essex
  15. Como eu era antes de você – Jojo Moyes (Clique aqui para conferir a resenha)
  16. Cidade dos anjos caídos – Cassandra Clare (Clique aqui para conferir a resenha)
  17. Garoto encontra garoto – David Levithan (Clique aqui para conferir a resenha )
  18. A lenda de Materyalis – Saymon Cesar /9Clique aqui para conferir a resenha)
  19. Quase tudo bem – Adriana Rocha (Clique aqui para conferir a resenha)
  20. Horas decisivas – Michael J. Tougias e Casey Sherman
  21. Érica – Larissa Medeiros Barros  leal (Clique aqui para conferir a resenha)
  22. A chama da esperança – A princesa renegada – M.V.Garcia
  23. A fila – Ana Esterque
  24. Depois de você – Jojo Moyes
  25. Espelho das cores – Pedro Ivo ( Clique aqui para conferir a resenha)
  26. Eu me possuo – Stella Florence( Clique aqui para conferir a resenha )

Beijos, Vanessa.

Lidos 2016

Resenha: Espelho das cores – Pedro Ivo

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Ficha técnica:

Título: Espelho das cores.

Autor: Pedro Ivo.

Editora: Quártica Premium

Número de páginas: 208

Ano: 2015

ISBN:978-85-8221-076-5

Sinopse:

Gabriel é um adolescente comum: vai à escola, cultiva amigos, frequenta um grupo de adolescentes da igreja e, como pode acontecer com qualquer outro de sua idade, perturba-se com a descoberta da paixão. Não esperava, contudo, que essa paixão pudesse se dividir entre Anabelle e o melhor amigo, Juan, causando um conflito inesperado entre sua sexualidade e as convicções de sua religião

A descoberta de uma nova amizade, contudo, poderá ser capaz de abrir-lhe os olhos para seguir um novo caminho, mas somente a sinceridade de todos ao seu redor será capaz de revelar as verdades que os conduzirão até últimas consequências de suas experiências e perspectivas de vida.

Classificação: 5/5

Bom, evidentemente, aqueles que acompanham o blog com frequência, já viu um pouco sobre o autor por aqui. Mas, retomando a tudo já dito, ele foi uma das pessoas com quem tive contato e que em pouco tempo pude ter uma simpatia e admiração imensa. É uma pessoa excepcional, evidentemente brilhante e que consegue transpassar isso em cada mínima fala. Tipicamente a quem sentimos os ideais e o caráter de longe. Então, meus caros, evidentemente que a expectativa pela obra seria imensa. E, inicio dizendo que não  foi o tanto que eu esperava, mas sim,muito além…

“Gabriel é um jovem que decide trazer à tona sua história de conflitos na adolescência com sua sexualidade, sua religião, suas amizades e sua paixão pelo melhor amigo, que parece nunca se resolver. Ele busca, na sua memória e na dos amigos Anabelle, Bruno e Juan, a reconstrução do seu passado, entre segredos e traições, para relatar uma experiência de vida que acredita poder ajudar outros não se sentirem tão sozinhos no mundo – como ele mesmo se sentiu um dia- ao se perceberem completos estranhos em uma sociedade heteronormativa, despreparada para lidar com as diferenças.

O que Gabriel não esperava é que o acaso pudesse contribuir de forma tão contundente para descrever seu passado, assim como não esperava que agisse sobre o futuro – talvez, o destino.”

Eu tenho muito que ressaltar o quanto, ultimamente, comecei a gostar bastante de ler livros que falem sobre essa temática de juventude e todas as perturbações da fase. Acho que desde que li, após ganhar de presente, As vantagens de ser invisível, o gênero começou a chamar mais a minha atenção e o apreço por tal foi construído ao longo dessas obras posteriores as quais pude ler. E este livro gira um tanto quanto essa temática.

Nós, leitores, conhecemos a história do Gabriel, um jovem que como qualquer outro enfrenta uma série de conturbações na vida (como todo bom e digno adolescente), envolvendo sua orientação sexual,seus relacionamentos, e acabamos imergindo também na história dos amigos deles – Anabelle, Bruno e Juan.

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As temáticas abordadas são extremamente chamativas e que me cativou, evidentemente. Trazer questões sociais são sempre algo o qual eu vou gostar, me apegar e querer aplaudir o autor pela preocupação em expor e evidenciar as diversas situações problemáticas da sociedade. Acredito que trazer quanto a questão da orientação

sexual foi um “xeque mate”, diante da evidente, ainda, exclusão na sociedade e dos diversos preconceitos impregnados, de forma a tornar até vergonhoso estar imerso em convívio com demais os quais vemos se acharem os “donos do certo e do errado”, julgando, menosprezando e anulando ao outro como pessoa, em suas possibilidades de escolha, de ser quem bem quiser ser. Eu diria que há uma anormalização daquilo que evidentemente é normal, ou deveria ser visto por todos como comum.

O livro retrata a descoberta de um jovem quanto sua sexualidade, quanto ao amor, e ainda traz essa retratação das influências do meio ao qual se está inserido, como quanto a vivência interiorana, onde tudo é gerador de polêmica e principalmente em questão de religiosidade. Trazendo a amostra de que o visionar preconceituoso das pessoas e a padronização imposta pela sociedade, traz até uma própria não-aceitação. Um julgamento errado contra a si mesmo.

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Por fim, deixo, ressaltando, quanto a ideia e o caminho que ela segue. Tentando não deixar tão claro como foi feito, diante que eu achei uma surpresa na estrutura do livro e não gostaria de estragar àqueles que vão ler, o autor coloca a ideia de uma forma que você faz uma relação evidente com o real, o que faz que a veracidade sentida na história, aumente ainda mais e você tenha uma identificação com os personagens e suas relações com a realidade a qual estamos inseridos, assim como a situação é algo decorrente (diante de eu ser uma garota interiorana e saber que tudo funciona extremamente parecido com o que ali foi relatado, em todos os aspectos presentes). Eu tive vontade de abraçar cada um dos personagens, sério!

Não deixe de adquirir seu exemplar e se envolver com esses personagens tão cativantes!

Sobre o autor:

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BIOGRAFIA

Pedro Ivo, 33 anos, brasiliense, professor da SEDF, licenciado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em “Educação em e para os Direitos Humanos no Contexto da Diversidade Cultural” pela mesma universidade e atualmente mestrando do Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias, da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O autor organiza e participa de saraus culturais junto à juventude e já teve textos finalistas e vencedores de concursos literários publicados nos livros “A Matriz da Palavra: o negro em prosa e verso” e “Amor, Paixão ou Loucura”. Seu romance de estreia é “Espelho das Cores”, lançado em 2015, e este ano lançou “Amores, Angústias e Flores: poesias escolhidas”, sob o pseudônimo Gabriel da Cruz, personagem de seu primeiro livro.

Caso queira entrar em contato com o autor, deixo abaixo alguns links das mídias sociais dele.

Instagram/Twitter: @pedroivoautor
Youtube: @espelhodascores

Vanessa Ribeiro

Resenha: Espelho das cores – Pedro Ivo

Resenha: Quase tudo bem – Adriana Rocha

 

Quase Tudo bem...

Ficha técnica:

Título: Quase tudo bem

Autora: Adriana Batista da  Rocha

Ano: 2016

Número de páginas: 208

ISBN: 978 – 85 – 910431 – 4 – 9

 

Quase tudo bem conta a história de Laura Soutto, uma secretária executiva muito bem sucedida que ficou desempregada, resolveu aventurar-se e realizar o sonho de pegar a estrada e viajar. Em Penedo, sua primeira parada conheceu Lílian Motta, uma talentosa musicista e cantora da noite que resolve embarcar nesta aventura juntamente com Laura, a fim de conhecer novos horizontes, levando sua graça e musicalidade. Tudo parecia bem, quando Catarina Albuquerque, uma jovem de 23 anos esconde-se no carro de Laura para fugir de um casamento indesejável. Um romance cheio de companheirismo, aventuras e fortes emoções.

Classificação: 4/5

Laura Soutto é uma secretária executiva com uma vida muito bem construída, ao seu ver. Com uma carreira profissional bem sucedida, um relacionamento amoroso consistente e a superação dos obstáculos pessoais e problemas da vida, ela vive “comumente” até então. É melhor dizer, vivia, creio eu. Com o fim do relacionamento e a demissão do então emprego, cansada de tudo e sem nada que a segurasse em São Paulo, ela parte  para a Bahia, de carro, e explorando cada um dos cantinhos desse trajeto, de forma a viver uma boa e inesquecível aventura em todo o percurso, guardando memórias, amigos e muitas lições.

Um romance cheio de companheirismo, aventuras e fortes emoções. 

A personagem principal é Laura, uma pessoa de vida totalmente “certinha” e de certa forma, sem grandes diversões. Ela mantém sempre sua vida na “linha”, de forma a nada sair de não acordo ao que ela sempre procura. Porém, a vida é sempre uma caixinha de surpresas, não? E de repente, tudo é virado de ponta cabeça em sua vida e ela, de repente, parece despertar da vida monótona que leva, e resolve se aventurar na estrada para ir visitar sua avó, mas ao mesmo tempo, explorar tudo o que pudesse pelo caminho. Nem preciso dizer o quanto gostei de “conhecer” essa personagem e o quanto me identifiquei com ela. Principalmente quanto a embarcar em uma viagem sem pressa, preocupações ou coisa do tipo, simplesmente aproveitando a tudo.

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As personagens chaves nessa mudança e que, claramente, alavancaram toda a viagem e fizeram surgir uma Laura escondida, foram suas então amigas Catarina e Lílian, que surge de uma forma totalmente inesperada em sua vida: A primeira, fugindo de um casamento arranjado, se esconde no carro de Laura e a segunda, uma excelente cantora, que após conhece-la, decide embarcar nessa viagem. E aí, temos um trio extremamente cativante e animador.

Em algum lugar na estrada da vida, vidas se encontram… nessa hora, as horas esperam, pois é o lugar onde as coisas mudam e o inesperado acontece.

Há uma exploração do cenário, de forma a nos ressaltar pontos turísticos e particularidades dos cenários em que elas visitam, o que torna não só mais fácil a imaginação do local onde elas estão quanto a surpresa em algumas características que nem sequer sabíamos (pelo menos não eu). Acaba sendo uma fonte de informações.

A autora soube explorar da simplicidade da escrita, sem rebuscamento, usando até gírias locais para trazer uma certa proximidade do leitor com os personagens, de forma a nos sentirmos ainda mais como elas. Ah! E ela usa uma comicidade impecável, que não tem como não embarcar na leitura com aquele ar divertido ela consegue colocar.

E o destaque vem a uma verdadeira playlist ao longo do livro, com destaques musicais como Mar e sol, da Gal costa, simples desejo, da Luciana Mello e outas tantas que te faz sentir uma nostalgia por encontrar aquelas as quais você não só conhece quanto ama ouvir. O livro, esteticamente, é uma fofura que só, afinal. Todo “feminino”, já traz um algo bom só de olhar a capa. E depois de ler o conteúdo então…

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Eu acredito que a leitura me levou a tamanha apreciação pela profundidade que a autora transmite por meio de ensinamentos. Não só acompanhamos toda a trajetória da Laura em questão da viagem quanto de certa forma, imergimos nas aventuras com ela, assim como sentimos e aprendemos com ela. Tudo pode mudar, as coisas difíceis são inevitáveis. Perder e ganhar, a vida é um jogo, afinal. E tudo é tão passageiro… É uma perfeita lição sobre a vida, o amor, sendo, acima de tudo, de como se amar.

Adriana Rocha, escritora, Mogi das Cruzes, SPSobre a autora:
“Nasci menina e virei mulher, trago comigo a força intrínseca do poder natural feminino, com o qual a vida me presenteou.
Por isso, digo que já nasci formada! A consciência dessa formação é, foi e será gradual, constante. Entretanto, ela já existe e está em mim
Para complementar essa formação, fui levada a aprender enfermagem, mas não me senti feliz, hoje sou escritora por paixão, cronista por necessidade de expressão, poetisa por puro tesão de recriar a paixão.
Eu, Adriana Rocha, mulher, mãe, escritora, colunista, cronista, e metida a contadora de histórias, subo no palco da vida para atuar conforme minha própria peça, com o instinto que me conduz nessa pele de fêmea, tecendo minha própria teia, no ritmo das letras que saem do meu coração.
Site: http://www.adrianarochaescritora.com/

Beijos, Vanessa.

 

 

 

Resenha: Quase tudo bem – Adriana Rocha