Relação com meu corpo e uma vida saudável.

No último ano, em especial, tomei um foco maior ao estético, à minha aparência e minha “apresentação” quanto primeiras impressões dos demais. Por que? Querendo ou não, vivemos em uma sociedade em que muitos se baseiam naquilo que eles conseguem ver, à primeira vista, para tirar suas conclusões. Sua aparência é uma coisa que conta muito, inevitavelmente.

Tudo bem, tenho que dizer que não é só por isso mas por uma insatisfação pessoal. Queria alterar algumas medidas aqui, alguns incômodos ali que percebi que um esforço colaboraria.

Tomei alguns cuidados estéticos e ainda tomo relacionado a pele, cabelo e ao corpo, ponto o qual tenho me posicionado com mais afinco e sobre isso que quero dizer.

Como já disse em outra postagem, houve tempos em que tinha um complexo imenso quanto meu corpo, pois sempre fui extremamente magra e tinha um acumulo de gordura abdominal que eu achava terrível. Esses motivos me levaram ao primeiro passo: Academia.

Junho de 2017 eu entrei em uma academia de Cross fit. Primeiramente, tenho que dizer que era extremamente apaixonada, porém não conseguia atingir uma alimentação adequada, vivia de alimentos “ruins” e comendo muito mal. Resultado: comecei a perder ainda mais peso.

Óbvio, foi um colaborador imenso em virtude da queima absurda de gordura que tive nesse meio tempo. Foi lá que praticamente perdi boa parte da gordura abdominal, por exemplo que tanto me incomodava. E foram 4 meses de muita dedicação, diária, que trouxe um certo resultado de forma bem rápida.

Foi aí, por esse motivo, que decidi trocar, incluso alguns outros fatores particulares. Foi quando foquei na musculação, a partir de outubro de 2017 e onde ainda estou. Inicialmente, foi referente a essa busca de um corpo “melhor” no olhar estético. Mas, de certa forma, entendi que o corpo melhor que eu tanto buscava não estava muito ligado, apenas, a como se aparentava, mas a beleza interior daquilo que ele comia e bebia. Foi aí que mudei…

Há dois meses, em janeiro, decidi que mudaria minha alimentação. Não julgo e condeno quem faz uso de suplementações na dieta, mas não combinava comigo, sempre senti-me muito mal com todos os suplementos que usei, causavam-me enjoo e, ainda, continuava com uma rotina alimentar muito mal organizada, uma alimentação muito ruim, formada de doces, salgadinhos e produtos industrializados similares.

Mudar e tomar algumas decisões foi uma situação difícil, que tem trazido muitas mudanças. Primeiro que, com o corte do suplemento, voltei aos ganhos de sempre e adivinhem? Quase não consegui manter o peso e massa muscular conquistado.

O que então mudou de fevereiro para cá? Alimentação. Fiz uma verdadeira modificação na minha forma de me alimentar, cortando bastante o consumo de doces, salgadinhos e tudo aquilo que consumia em excesso, anulando o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes e focando, principalmente, no consumo de frutas e verduras, em efetuar boas refeições no almoço e jantar e empenhar-me o máximo na musculação.

Não sou adepta a uma dieta restrita. Acredito ser cruel demais. Alimentar deve ser um ato de prazer, de podermos comer conforme nos convier a vontade e a restrição extrema me espanta. Se eu sentir vontade de tomar o refrigerante que, com certeza, cortei da alimentação: tomarei. Ainda como doces e similares. A diferença é a quantidade. Não mais tão excessivamente como de costume…

Resultado? Olha, ainda não fiz avaliação, mas torço para que seja recíproco ao esforço!

 

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Relação com meu corpo e uma vida saudável.

Deus!

Talvez você não acredite Nele…

Talvez você não O veja como eu vejo…

Por favor, antecipo que aqui, é meu coração e crença quem diz. Tenho a liberdade de crer e você tem de acreditar no que bem lhe convier. Sejamos atentos à liberdade dos outros, suas expressões e crenças.

Pois bem, eu quero falar do meu Deus. Da minha fé. Da minha crença.

Do amor que recebo Dele.

Estou escrevendo esse texto em um dia de muito amor. De muita felicidade. De sentimento transbordante…

Minha família nunca foi muito frequente à Igreja. Mas acreditam em Deus, fielmente. Quando pequena, minha madrinha levava-me às missas, todos os Domingos pela manhã. Participei de acampamentos, quando mais nova. Vivi uma boa experiência religiosa, tive provas do Deus vivo em tantos momentos, impossíveis de relatar e expor, de tão profundos e particulares…

O que eu realmente projetei em falar para vocês hoje? Não sei! Quero apenas dizer Dele! Do Deus todo poderoso que age diariamente na minha vida. Que absurdamente me ama!

Todos os dias eu tenho vontade de contar-Lhe meus sonhos, meus planos, minhas vitórias. Eu, antes de deitar-me, tenho a honra de agradecer as bençãos diárias que eu sei, que só são concedidas, graças a Ele.

E quantas vezes eu me pergunto se mereço que me ames assim…

Ele me ama mesmo sendo tão errada. Cobre-me de bençãos e realizações mesmo sendo tão errada e pecadora. Sendo falha, incorreta, humanamente fraca, Ele permanece comigo.

Gente, eu olho onde estou, tudo que tenho e não consigo não sentir uma vontade imensa de chorar e agradecer o amor que teve por mim, a generosidade que tiveste ao conceder-me tantas coisas, tantas vitórias, tanto amor em terra.

Ontem, assisti um vídeo que dizia para colocar os planos nas mãos de Deus, que Ele abençoaria e com certeza, faria muito além do que poderíamos planejar e sonhar, porque Ele é amor e graça incalculável.

Deus, eu confiei! Meu coração estava aflito, estava ansiosa e temerosa. Não sabia o que seria dali em diante, o que eu faria, o que planejaria.

Gente, vocês não fazem ideia que, no hoje, ele trouxe a resposta. Trouxe além do que eu esperava. Acalmou meu coração, trouxe a tranquilidade que estava faltando e a solução ao anseio que me afligia.

Curou, tantas e tantas vezes as feridas que tomaram-me. Tirou minha vida do fundo do poço, literalmente. Teve dias de provações em que resumi meu tempo em lágrimas e medo. A tristeza me consumia e quantas vezes a vontade de desistir gritou alto. Não sei se vocês fazem ideia do que é sentir que não faz mais sentido existir.

Eu já. Talvez você sinta isso nesse momento. Talvez já tenha sentido…

O que tenho a dizer é que: mantive-me forte e crendo que só Ele poderia me salvar. E salvou. Ele reconstruiu minha vida, minha história moldada nos cacos. Moldou uma nova história feita em vitória. Foi difícil, mas a fé, cega e confiante, fez-me tentar seguir.

Quantas vezes perguntei quando seria realmente feliz. Quanto tudo pararia de doer daquela maneira. Quando viver se tornaria leve, e não um peso de existência. Quando eu iria estar feliz em estar simplesmente viva…

Ele me conduziu. Segurou minha mão pelos dias de turbulências e dores. Ajuda-me diariamente a reconstruir esse eu frágil que sobreviveu às tempestades.

A gente precisa confiar.

Ele nos ama.

Ele nos cura.

Ele nos salva.

Eu desconheço um outro amor assim…

Vanessa.

 

 

Deus!

Complexo com corpo?

Alguns aspectos da vida são complexos de serem abordados. Hoje em dia, tendenciosamente, costumo relativizar a forma de analisar as situações e questões, buscando não mais carregar certezas plenas do que penso ou padronizo. Tudo bem, soa alheio essas primeiras palavras em virtude do título, mas vou explicar melhor…

Carreguei, por muito tempo, um certo complexo quanto meu corpo. Desde uma certa idade, ainda bem criança, fui abaixo do peso ideal e que, segundo os estudioso, é dado por exato para cada altura e similares. Quando cheguei na pré-adolescência, isso virou um enorme complexo, afinal eu via todas as meninas da minha idade com corpos “melhores” que o meu (pensava eu, na época) e eu permanecia extremamente magra. O que mais me incomodava era que, em meu magérrimo corpo, como eu via, havia uma gordura localizada no abdômen, que era motivo de comentários (e eu ficava absurdamente incomodada).

Algumas pessoas podem ponderar drama, mas quando se carrega um eu desequilibrado e perdido, já submetido a uma série de questões e complexos que o induzem a um estado complicado de personalidade e visualização de si mesmo, tudo torna-se um baque forte demais. Eu sentia-me extremamente infeliz comigo, em vários aspectos e um deles era por causa do meu corpo…

É aquele ditado de que a grama do vizinho é sempre mais verde, certo? Eu ouvia algumas amigas reclamando de peso, que queriam emagrecer e etc, e ficava incomodada. Eu queria era ganhar peso e elas queriam se queixar?

Isso durou até ano passado. Não canso de repetir que 2017 foi o ano do “choque de realidade”, do autoconhecimento, do choro livre e da reviravolta. Acredito que foi aquele marco de encontro comigo mesma e esse aspecto ficou de fora.

Não vou mencionar muito sobre minha trajetória relacionada a atividades físicas, alimentação e similares, acredito que possa ser tema de uma postagem própria, a questão abordada é bem diferente.

Evidentemente que, tendo em vista que frequento a academia desde junho de 2017, há mudanças corporais. Mas, nada tão significativo. Não, não estou relativizando possíveis ganhos. Em termos bem comuns mesmo, posso dizer que continuo magra e só agora estou atingindo, minimamente, o peso ideal para minha altura (1,63). O abdômen? Continua por aqui (embora que diminuiu alguns centímetros).

A mudança não foi especificamente física, mas mental.

Eu busquei, diariamente, aceitar quem eu sempre fui, concertando meus erros e incômodos na medida em que fossem possível, mas sendo feliz com quem eu sou no momento. Conseguir isso é uma missão quase em possível, quando refere-se em sua totalidade. Mas hoje, consigo olhar e sentir-me feliz com o que vejo.

Lembro-me dos dias frustrantes em que me olhava ao espelho e lembrava-me das brincadeiras em que comparavam-me aos alienígenas do MIB (sério, era terrível)! Acredito que aprender a olhar para mim mesma com mais amor, fez uma mudança em tudo.

A diferença foi eu analisar cada parte mim como um componente de um produto bom, porém bruto demais, que deve constantemente ser moldado. Mas, é como um produto já fabrico de forma perfeita.

A construção de uma visão boa de si é diária. Eu sei o quanto muitas pessoas sofrem com visões ruins de si. E o quanto essa questão de corpo é um incômodo de muita gente. Eu já me vi assim. E eu só posso dizer a você, que não se ama como é, que não aceita seu corpo como ele está, que busque se reencontrar. Que procure encontrar doses de amor em si mesma. Que se olhe no espelho e analise a beleza que você tem, a perfeição que seu corpo é.

Essa questão não refere-se a fechar os olhos e fingir que não tem defeitos, que nada está errado. Nada disso! Tenho tanta coisa errada por aqui, tanta coisa por arrumar… Mas está vinculado, primeiramente, a você olhar para si e aceitar o que tem, em ver com verdade a si mesmo, antes de sair procurando resolver tudo aquilo que você acha de ruim.

Sabe porque eu digo isso? Pelo fato que percebi que a falta de aceitação do próprio corpo leva a uma visão altamente deturpada. A gente cria uma paranoias e ideias totalmente além do que realmente é. Quando você primeiramente se aceita, você não pira e nem se pilha. Aquilo te falta, mas não te destrói. A gordura ou magreza além do que você desejava, não te deixa infeliz, mesmo que você esteja trabalhando por mudar aquilo. A não mudança no nariz que te incomoda, não te impede de se sentir bonita. O que você acha de errado em si, não mais te limita.

Houve épocas que cheguei ao limite de achar que não poderia me maquiar ou vestir roupas bonitas demais porque eu era estranha, iriam rir de mim. Temia aproximar-me das pessoas por não me sentir bonita o suficiente. Sabe o que é olhar para essa mesma pessoa, do passado, e analisar o agora, e ver o absurdo que isso é? E doer refletir que outras pessoas se sentem assim?

Resumo dizendo que você deve ser feliz e amar o seu corpo, aliás, o seu todo. A perfeição não existe, sempre vai ter algo a incomodar. Se ame e se valorize. Seja feliz. Você é um ser humano perfeito.

Beijos, Vanessa.

Complexo com corpo?

Diário de faculdade: Desorganizei minha rotina de estudos e não consigo mais voltar… E agora?!

Quem nunca se rendeu as doces horas livres e o termo seduzente, que vincula-se ao descanso total, “férias”? Se você não fez isso nas suas últimas ou atuais férias, meu caro, vamos conversar para que você me ensine sobre essa força de vontade, afinal, alguém aqui (euzinha mesmo) entrou em uma folga descomunal…

Meus caros, durante o ano letivo, consigo manter uma boa rotina de estudos. Mas sou daquelas que precisa de uma vida agitada para dar-se conta que precisa estudar… Ano passado, tinha pouquíssimas horas livres, o contrário desse ano, que me concedeu a manhã para dedicação aos estudos. Mas quem disse que eu realmente dediquei-me?

O fato é que, eu tenho consciência que já estudo de forma superior a uma maioria que eu conheço, mas, a questão, é que eu sempre posso mais e devemos encarar a excelência de nosso tempo.

Pois bem, o que de fato ocorreu foi que, em meio as férias e os choros implorantes dos meus pais para que eu descansasse um tempo, prometi a mim mesma que ficaria um mês sem estudar (Dezembro). Cá estamos em fevereiro e não é que não havia retornado aos estudos, já tinha findado dois livros interessantes de doutrina da faculdade e vinha em uma mescla de quatro outras (tema para um outro post), porém em um ritmo muito tempo.

Bem, arrumamos as coisas…

Tenho que, antes, mencionar o fato que sempre tento equilibrar um mínimo de distração na vida. Quando falo sobre aumentar meu ritmo de estudos, não vinculo em tirar momentos de lazer e similares, mas cortar aquelas horinhas em redes sociais, que extrapolam os poucos minutos que se deveria, aquele tempo sem fazer nada e similares. Nunca, exatamente nunca, prive-se 100% em prol de estudar. É uma insanidade desmedida. Deve-se saber colocar os devidos pesos e equilibrar uma rotina. Estudar muito não significa tornar a vida apenas isso.

Pois bem, primeiramente eu mesma decidi retornar mais devagar, tendo em vista que um mês parada já faz perder uma certa estrutura que se mantinha. E, segundo, porque eu preciso aproveitar as férias, tanto que sempre deixo meu planejamento de férias quanto aos estudos muito mais suave do que costuma ser.

O fator é que nem mesmo o “modo suave de férias”, o qual havia definido, eu havia atingido. Quando sabia que era hora de estudar, arruma mil coisas para fazer, justificando para mim que era férias e tudo estava bem…

Horas no instagram e snap…

Sabia de cor todas as novelas…

Mil fotos curtidas, por dia…

Horas e horas deitada, fazendo absolutamente nada…

Meia hora diária de estudo e um abraço para tudo…

O que eu tentei primeiramente? Tirei uma das redes sociais. Drástico? Não sou tão apegada a essa questão virtual. E, perdoe-me os adeptos, quando surgiu a última atualização de uma certa rede social (não vamos mencionar), fiquei incomodada e apaguei. Por não gostar. Acho que foi algum ar em prol da minha vida acadêmica soprando para que eu abrisse meus olhos…

Mas, de medida prática e que eu mesma tenha estimulado, busquei focar meu cérebro de que eu devia evitar algumas situações e estudar. Foquei em ESTUDAR e parar de PROCRASTINAR. A resposta? Uma certa melhora. Teve dias que estudei umas 4 horas diárias, outros que fiquei no 0X0.

O que me levou ao ritmo, novamente, de seguir uma constância diária, mesmo que fosse 1 hora a cada dia? Eu baixei um aplicativo para regular minhas atividades diárias.

Se você como eu, é alguém extremamente metódico, vai entender o poder que isso tem, quando usado de maneira adequada. Comecei estipular tempos curtos de estudo com intervalos diários. Uma organização que obrigatoriamente teria que ser cumprida.

Resultado? Voltamos em um aquecimento para o início do ano letivo, uma maratona interessante de leitura de doutrinas e um bom reforçamento de conhecimentos.

Se você, como eu, cai na “folguinha” de férias e acha difícil voltar, busque forçar-se a retornar aos estudos, mesmo que seja alguns minutinhos diários. É tudo questão de voltar a adaptar-se.

Beijos, Vanessa.

Diário de faculdade: Desorganizei minha rotina de estudos e não consigo mais voltar… E agora?!

Resenha: Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adiche

Ficha técnica:

Título: Sejamos Todos Feministas

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Companhia das Letras

Número de páginas: 64

Idioma: Português

IBSN:978-85-359-2547-0

Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

 

Classificação: 5/5

Lembro-me quando vi a capa do livro e tive a vontade, imediata, de ler seu respectivo conteúdo. Tudo bem, não podemos escolher o livro pela capa, mas este, pelo seu título expressivo, chamou-me atenção desde o princípio (sequer preciso salientar o quanto essa vontade aumentou quando procurei, a fundo, a seu respeito e vi um livro alvo dos grandes públicos).

O feminismo é um tema que sempre está em alta, como dizem alguns colunistas. Diria eu que não se resume a mero “tema em alta”, mas um grave problema impregnado na sociedade, com raízes doentes que insistem em permanecer na mente de alguns humanos dados por “machistas”. E, claramente, a autora retrata muito bem esse cenário, contextualizando fatos e acontecimentos que, muitas vezes, passam despercebido: o não cumprimento de um garçom à mulher, apenas ao homem que a acompanha; a visão de poder referente ao homem e de fragilidade à mulher; o agradecimento ao homem, ao dar a gorjeta, como se esta não tivesse seu próprio dinheiro; a minoria feminina em cargos “altos” e outras situações grosseiras, muitas vezes despercebidas, mas que propagam esses pensamentos e atitudes de desigualdade perante as mulheres.

Ainda, a autora não limita-se a demonstrar a lisonja que sente-se quando rotulada por feminista. Ela coloca-se em desmistificar os adjetivos atribuídos a esse termo, como que quem é feminista não gosta de homem, não se depila e diversas outras adjetivações, erroneamente empregadas e que, praticamente, criam um personagem para a figura feminista que não existe.

Feminista, como a autora propõe: A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”. Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar. (ADICHE,p.50,2017).

Falando, particularmente, acredito que todos nós devemos lutar pela igualdade, aqui abordado à questão do gênero, mas quero dizer a quanto todas as questões e atributos humanos. Aliás, devemos lutar por uma igualdade humana, onde sejamos vistos não por características específicas, mas pelo ser humano que o somos, sendo dados por iguais e tendo todos mesmos tratamentos e possibilidades.

Não, não é “mimimi” de pessoas que se sentem marginalizadas. Tanto não o é, que não é mero sentimento fantasioso: é pura e verdadeira realidade, infelizmente. Há um tendencialismo escandalizante de inferiorização e desigualdades de indivíduos. Há busca incessante por traços dados por diferentes, para que tornem pessoas alvo de marginalização.

Pois bem.

Precisamos dar um basta.

Ou, ao menos, clamar nossa voz em prol de minimizar, ao máximo, essa realidade triste.

Beijos, Vanessa.

Resenha: Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adiche

Redes sociais? Deixa para lá!

Eu tenho decisões estranhas e radicais. Nada como começar expressando o espanto e o ar de radicalismo quando decidi mudar minha relação com as redes sociais.

Certo momento, analisei as horas gastas no Instagram, snapchat e Whatsapp (o Facebook já foi desativado há quase 1 ano) e fiquei espantada. Quanto tempo eu havia desperdiçado, vivendo uma mera realidade virtual e mantendo laços tão fracos pelo seu excesso de virtualismo.

Quando simplesmente decidi entrar no meu Instagram apenas no final de semana e simplesmente desinstalar o snapchat do celular, alguns acharam que enlouqueci. Teve pessoas reclamando dos “foguinhos” de 150 dias que seria perdido…

Não julgo se você prefere manter sua vida com uma inclusão diária nas mídias sociais. Tem gente que vive com isso. Mas eu estava me sentindo sufocada. Foi uma questão de limpeza. De sentir falta de uma realidade segura e menos dependência ao virtualismo excessivo.

Sério, não é exagero contar que sequer conseguia ler um capítulo completo de alguma doutrina, sem antes mandar um snap, mostrando que estava lendo (e nem efetivamente lia, já que acabava imersa nas centenas de fotos e informações no instagram).

Por mais “foguinhos” de contato diário na vida real…

Redes sociais? Deixa para lá!

Aprender a errar sem sofrimento. 

É difícil demais aprender a lidar com algumas coisas na vida. Hoje, em frente a um erro, no momento, eu fiquei angustiada. Sempre carreguei um desejo ambicioso de fazer as coisas certas, então, por um tempo, fiquei chateada.

Horas após, a angústia se manteve e resolvi pensar um pouco sobre isso, em aprendizado de que sempre preciso sentir as emoções e refletir sobre elas. Apos esse pensar que resolvi compartilhar um pouco dos pensamentos que surgiram…

Uma vez, um professor, formado em psicologia, em uma conversa ponderou sobre a necessidade de eu aprender a errar, que devia aceitar o fato de que como quaisquer dos seres humanos, eu erro.

Sim, é difícil de aceitar, para mim e outras pessoas, mas nem tudo sairá perfeitamente. Mas, nessa situação, fui além de me acalmar com o fato do caráter convencional do erro.

Primeiro, entendi que não basta apenas errar, mas aprender com ele. É como um “chamado de atenção”, onde a atenção deve focar atentamente em não repetir aquilo. 

O segundo entendimento foi que, internamente, eu teria que aceitar que errei, tirar o peso do erro refletindo os aspectos de que todos são passíveis ao erro, mas que deveria acordar ao fato de não cometer novamente o mesmo equívoco.

Sou humana, mas não se pode viver na mediocridade de acreditar ser perfeito, sem defeitos e nem mudanças. Após isso, meu coração se acalmou e ponderou aos aspectos que deveriam ser novos no então amanhã.

Que sejamos 1% melhor a cada dia.

Vanessa.

Aprender a errar sem sofrimento.