Projeto Além das páginas: Nádia Nóbrega.

Fala Galera, tudo bem com vocês?

Hoje trazemos mais um post do nosso projeto Além das páginas (Caso você não conheça, clique aqui para conferir como funciona). E, estamos vindo com uma autora apaixonante: Nádia Nóbrega. Com seu livro, O castelo mágico da Princesa Melinda, publicado pela editora Chiado, a autora portuguesa conquistou o público brasileiro.

Quem é Nádia Nóbrega? Além da escritora e Youtuber? Uma pessoa, como qualquer outra, em questão de ser dotada de defeitos e qualidades, mas diferenciando-se de muitos pelo seu reconhecimento quanto a eles.Apesar das características ressaltantes e positivas de sua personalidade (e a imensa simpatia e alegria que transmite) a autora não deixa de expor seus defeitos, a realidade de sua personalidade, e o mais bonito: sua capacidade de buscar ser cada vez melhor, contendo-se e limitando-se, buscando “suavizar” as características negativas que apresenta. Quer mais? Escreve pelo belo desejo de ajudar alguém…

Olá, sou a Nádia Nóbrega, sou escritora e estudante de ciências da educação na universidade da Madeira; sou da Madeira. Tenho 19, quase 20 anos e adoro de paixão tudo o que envolva literatura; adoro música, sou descrita como sendo simpática, responsável, amiga e talentosa, humilde e sensível no que toda a temas que são muito criticados, também por influência do meu estudo. Sou muito nervosa, teimosa e rabugenta mas consigo conter os meus limites! Sou perfeccionista e adoro ir à busca de coisas novas! O meu objectivo como escritora é tentar ajudar alguém. Tenho um canal de YouTube AMariadosLivros.

E como surge o amor pela escrita? Como muitos autores, influências contabilizam muito para fortalecer esse anseio e paixão do qual muitos alegam o ter desde sempre, o que não é diferente com a autora que apresentamos hoje. Amante da leitura e escrita desde pequena, foi influenciada por pessoas ao seu redor, em especial a mãe!

Sempre desde pequenina que adoro ler e escrever; A minha maior influência foi e é a minha mãe e como fui muito incentivada por família, professores e amigos, o secundário foi a época em que comecei a aperfeiçoar o meu talento e desde aí não parei.

E a trajetória para se conseguir realizar o sonho de publicação nunca é fácil. Mas, como expresso pela autora, é preciso confiar em si e no seu sonho. Humildemente, ela ressalta sobre ver-se ainda pouco experiente no ramo, com muito a aprender mas deixando claro o quão necessário foi ter ao lado pessoas que a ajudasse e principalmente: confiar em si.

Não tenho muita experiência, tendo em conta que só tenho um livro no mercado e ainda tenho muito que aprender neste ramo; Sempre tive muita ajuda porque é preciso rever o que escrevemos, entre outras coisas e claro ver qual a editora mais indicada para o autor! Não foi fácil e ainda por mais que viver só dá profissão de escritora não dá para a vida mas é ir tentando até ser valorizado (a) e nunca desistir,  mesmo que levemos muitos não, mas claro é preciso ter noção que  somos bons no que fazemos e arriscar!
Para mim ver o meu sonho realizado foi uma alegria enorme porque 1 nunca pensei, 2 alguém acreditou em mim e 3 o que mais à o está à vista de todos, para quem quer!
Por fim, o que ela acha sobre a literatura? A busca por maior valorização é a peça chave. As críticas caem demais enquanto pouco se faz… E ainda, deixa uma dica quanto maior incentivo àqueles autores iniciantes e sem ainda reconhecimento e carreira estruturada. Um sonho, particularmente, se conseguíssemos apoios similares, não?
Na minha opinião, a Literatura deveria ser mais valorizada e menos criticada e acho que os minis escritores deveriam arriscar mais e existir uma maior aposta das editoras e formações grátis, porque como sabemos o dinheiro pesa muito e nem todos podemos!
Bem, se você ficou interessado, segue abaixo a sinopse do livro dela e suas mídias sociais:
O reino mágico da princesa Melinda vive dias muito agitados.  A  princesa está a chegar ao final do seu reinado e, por isso, precisa de  encontrar, urgentemente, uma nova sucessora. Porém, a futura princesa, que tem, tal como Melinda, um dom único, anda desaparecida, o tempo está a esgotar-se e a sobrevivência dos seres misteriosos que vivem no castelo, longe dos olhares do mundo, está em risco. Conseguirá Melinda salvá-los?
Beijos, Vanessa!
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Projeto Além das páginas: Nádia Nóbrega.

Projeto Além das Páginas: Autora Mayara Bianco.

Fala Galera, tudo bem com vocês?

Hoje é dia de trazer mais um post do Projeto Além das Páginas (caso você ainda não conheça, clique aqui para conferir como funciona).

Bom, meus caros leitores, hoje vim trazer uma autora daquelas das quais paramos e temos vontade de aplaudir! Sim, digníssima de congratulações. De evidente conhecimento e, principalmente, incessante “fome” por aprender cada vez mais, demonstrou por pouco contato uma característica louvável: a generosidade. Dotada de simpatia, solidarismo e graciosidade, a autora não só posta-se ao saber, mas também em transmitir, ajudar, ensinar, possibilitar aos outros, compartilhando aquilo que conhece e ainda além de somar, deixando que somem à sua vida. Confesso que quando conheci ao trabalho dela, dispus-me a contatá-la, porque tinha certeza que havia uma pessoa e tanto por trás da obra.

Como exposto pela escritora, formada em Relações Internacionais, tem um grande prazer em aprender e adquirir conhecimento. Pró-eficiente em Inglês, e seguindo mesmo caminho quanto ao Francês, esta evidencia seu amor pelo aprendizado, deixando evidente seu prazer em conhecer o mundo (uma similaridade e tanto, que claramente, me fez admirá-la) e principalmente de que se possa ver o quanto ela anseia e busca ter ao lado pessoas que “somem”, que contribuam à sua vida (assim como, afirmo, ela o faz).

[…] Sou formada em Relações Internacionais pela universidade FACAMP, Campinas. Há mais de um ano e meio moro em Brasília, onde trabalho em uma das agências da ONU. Apesar de morar há um bom tempo na capital do País, trabalhando no local que sempre sonhei, sinto que meu lar ainda é Campinas, onde nasci, cresci e onde estão meus grandes amigos e família. Antes de conseguir essa oportunidade de trabalho, anteriormente estagiei no Vice Consulado Honorário da Itália e também dei aulas particulares de inglês. Em 2015 recebi meu certificado de Cambridge comprovando minha proficiência em inglês, e desde o ano passado comecei a fazer francês. Apesar de conhecer algumas línguas, ainda tenho o desejo de aprender muitos outros idiomas, acho que aprendizado não tem limites, não ocupa espaço e nos abre muitas portas.                                                                                 

  

Como já dito, a autora gosta de aprender e sem dúvidas: amante de viajar e conhecer ao mundo. E falamos, inclusive, dos mundos literários! Apaixonada por leitura, é fã de romances (e autora de um) e ainda tem a qualidade de gostar de cozinhar. Uma pessoa e tanto, não?!

Em relação aos meus gostos pessoais, amo ler no meu tempo livro, de preferência o gênero romance, também adoro cozinhar para os meus amigos, mas o meu grande amor é pela escrita, adoro criar realidades paralelas e ter o poder de decidir o destino de cada personagem. Além disso, amo viajar, pois sou inquieta, gosto sempre de aprender algo novo, conhecer lugares e culturas diferentes, comidas exóticas e fazer novas amizades que possam compartilhar conhecimento e contribuir para o meu aprendizado.

E quando surge aquele clique o qual se vê amante da escrita? Ou melhor o clique perfeito para uma história? Desde sempre apreciando a escrita, o “Start” perfeito foi uma situação vivida por ela, que a fez, finalmente, ter noção de um enredo o qual conseguiria continuar e sabia que daria certo:

Sempre tive um grande apreço pela escrita, desde os tempos em que fazia redação no colégio, eu inclusive me achava bem esquisita na época, pois meus amigos faziam cara feia quando a professora de português passava esse dever, mas comigo era diferente, pois eu sentia algo dentro de mim crescendo quando eu precisava colocar a imaginação dentro das linhas. Admiro muito a capacidade daqueles que conseguem escrever um livro e sempre tive o sonho de fazer o meu, mas as histórias que eu inventava nunca eram boas o suficiente, até que em 2013, depois de um acontecimento pessoal, me veio um clique! Comecei escrevendo em uma agenda de final de ano que tinha ganhado do pai da minha amiga, aos poucos fui percebendo que aquilo que eu escrevia poderia sim, virar um livro. Então, dois anos se passaram e aquele desejo de infância se concretizou e hoje se chama “ Tinha que ser Você”.

E a luta pelo sonho nunca foi fácil. O processo pela publicação foi quase um “nocaute” para a autora que (felizmente) não desistiu e seguiu em frente com seu sonho. Do incentivo pessoal ao apoio de alguma editora, uma verdadeira “guerra” travada em busca de concretizar aquilo que tanto desejava, felizmente, tendo obtido sucesso.

No início, minhas amigas foram as maiores incentivadoras para que eu buscasse uma editora que acreditasse no meu sonho. Como eu não sabia nada sobre publicar um livro, comecei pesquisando nos blogs e pegando informações com amigos e parti para as grandes editoras, que na maioria, levam de 6 meses a 1 ano para avaliarem o livro e sem garantia de retorno, seja positiva ou negativa a resposta. Com o tempo, vários fatores foram me desestimulando a publicar, o dinheiro gasto para imprimir o livro e para enviar pelo correio, a dificuldade em encontrar o endereço para enviar o manuscrito, a demora em obter um retorno, o período para envio, pois muitas editoras só aceitam receber durante alguns meses durante o ano e também a minha  própria falta de confiança no meu trabalho. Mas foi durante uma conversa com uma amiga, que surgiu uma ótima sugestão, ela me disse para que eu buscasse editoras pequenas. Naquele momento eu não gostei muito da ideia, pois eu acreditava que as menores não tinham muita credibilidade e na época eu também achava que teria que arcar com todos os gastos para a edição, mas eu não tinha nada a perder. Foi então que eu recebi 3 propostas de editoras pequenas e acabei escolhendo a Schoba, pois me responderam em uma semana, foram extremamente atenciosos comigo e me ofereceram um tipo diferente de pagamento, eu poderia arcar com metade dos custos e a editora pagaria o restante. Inicialmente o livro ficaria pronto em questão de 2 meses, mas levou quase 1 ano, pois tive muitos problemas nas correções, infelizmente, todas as vezes que o livro voltava para mim das edições, eu ainda encontrava muitos erros e mesmo ele estando concretizado, alguns errinhos passaram despercebidos, mas nada que interfira na leitura. Conforme eu recebia os e-mails da editora, meu coração dava pulos de alegria e ia nascendo uma nova escritora. Dar idéias sobre a arte da capa e também do banner, foram as partes que mais me deram alegrias! E o mais legal sobre ter publicado o meu romance, não foi nem ver o livro em si, mas foi depois, receber elogios, ver meus amigos se sentindo inspirados por mim e agora indo atrás da publicação de suas histórias, reencontrar velhos conhecidos que entraram em contato comigo por causa do livro e ouvir diversos leitores dizendo “não sei como você conseguiu fazer isso, mas eu sentia dentro de mim exatamente o que a personagem sentia, eu mergulhei na sua história”. Os resultados que o meu livro me proporcionou, foram além do que eu imaginei!

E quanto a literatura, acredito que não haveriam melhores palavras ditas, não só do aspecto visto por sua carreira como escritora, mas visto por “olhos” gerais, de maneira a evidenciar o claro problema da educação no país, assim como quanto à escolha de leitura, oportunidade aos novos autores e principalmente quanto ao apoio que estes recebem. Sem eufemismos ou quaisquer minimizações ao que pretendia dizer, a autora nos explicita seu pensamento (e o de muitos) quanto a atual realidade:

         Acredito que tratar sobre a literatura brasileira, é um tema muito delicado para se comentar, pois existem muitas questões que abrangem essa discussão, como por exemplo, a defasagem na educação brasileira, a falta de incentivo à leitura, o preconceito que temos com autores brasileiros, a presença majoritária da figura masculina nas publicações, o alto custo dos livros, enfim. Tentarei ser sucinta. Na minha humilde opinião eu acho muito triste que poucos brasileiros tenham gosto pela leitura e aqueles que têm, buscam majoritariamente encher suas estantes com a literatura estrangeira, aqui no Brasil, temos autores extraordinários dos mais variados gêneros, mas pouco conhecidos. Não citarei nomes de autores, pois certamente serei injusta com os milhares de nomes que esquecerei, mas gostaria de compartilhar, que tenho uma enorme admiração em especial pelos escritores clássicos da história e economia do Brasil.                                                                                

     Acho que além da falta de reconhecimento dos nossos autores, precisamos discutir sobre a grande procura em se consumir sempre os livros 10+  vendidos das grandes livrarias e a falta de interesse em se conhecer novos autores, ou até mesmo de se prestigiar os clássicos, vistos muitas vezes como entediantes e longos, mas com isso, os novos autores e aqueles que também já se foram, encontram cada vez mais dificuldades para crescerem no mercado literário, excelentes autores acabam deixando de lado o dom da escrita e seus sonhos porque não conseguem competir, mas infelizmente, acho que  quem mais perde com isso, somos nós, que deixamos de apreciar histórias surpreendentes que acabam sendo descartadas e ensinamentos que nunca serão aprendidos.                                                                                                                                                            

E sendo bem honesta, gostaria de adicionar que infelizmente publicar um livro atualmente não é para qualquer um, não pela capacidade, mas sim pela dificuldade em se conseguir espaço em uma área tão restrita e pelos altos custos da edição. O que pouca gente sabe é sobre o retorno das vendas, 50% do valor fica com a livraria, 15% vai para a editora e apenas 35% fica com o autor, por isso é tão difícil viver apenas com o rendimento dos livros. Acho válido para todos que compartilham do mesmo sonho que o meu, de irem atrás de publicarem suas obras, mas conscientes de que inicialmente, é muito complicado viver apenas do lucro das vendas.                                                                                                                               

  Por tudo isso eu digo, valorize novos autores, valorize a sua cultura, nossos escritores têm muito a contribuir para o seu conhecimento, lhe proporcionar boas risadas, questionamentos, preencher espaços vazios, alimentar sonhos e trazer novas perspectivas de vida.

Por fim, meus caros, deixo aqui postado a sinopse da obra dessa autora incrível e claro, onde vocês possam adquirir e conhecer o seu trabalho.

Às vezes sinto como se a vida estivesse me levando para algum caminho desconhecido, sem eu ter poder nenhum sobre isso, como se eu não tivesse forças nem vontade para mudar. Custei a concordar com Elisa quando ela comentou, durante uma de nossas conversas, que eu tinha me esquecido de quem sou e estava apenas deixando o fluxo da vida me levar. Pensando agora sobre o que aconteceu, posso dizer que tudo se transformou em uma montanha-russa a partir do momento em que o conheci, um militar, estudante do quarto ano da Academia da Força Aérea, durante um evento que ocorreu na minha faculdade. É difícil acreditar e pensar que quando me permiti me aproximar e conhecê-lo, ao mesmo tempo eu me reencontrei Aquela paixão que parecia pular para fora do meu peito! E pensar que tudo começou com indiferença e em pouco tempo ele se tornou tão importante pra mim! Se eu soubesse o que estaria por vir, poderia ter ganhado mais tempo, tempo que agora se tornou o meu pior inimigo.

Clique aqui para adquirir seu exemplar!

Beijos, Vanessa.

 

Projeto Além das Páginas: Autora Mayara Bianco.

Projeto Além das páginas: Autor Pedro Ivo.

Hoje, venho trazer mais um post do nosso projeto Além das páginas. Se você ainda não o conhece, clique aqui para acessar ao post de divulgação e entender como funciona. Bem, meus caros leitores, sinto-me um tanto “suspeita” para vir falar do autor o qual destinaremos este post: Pedro Ivo.  É que simplesmente o cara é O cara! Simpático, educadíssimo e de fortes ideais, claramente é daqueles que sabe o que diz, e que luta pelo que acredita. Encontrei uma forte identificação e evidente admiração no pouco contato, e não é exagero. Ele é uma das raríssimas pessoas que realmente carregam tais qualidade as quais citei. Não só um típico “falador”, mas aquele que diz sabendo O que diz. Em palavras do próprio autor, ele vê-se como um:

“Educador, pesquisador, militante por causas sociais, sonhador em busca de uma vida melhor para todas e todos. Acredito em fazer a minha parte e procurar contribuir pelo bem coletivo.” 

Uma série de questões formam um escritor. Em post anterior, a autora havia sido motivada por um ótimo educador, que a fez se apaixonar pela escrita. Hoje, temos um autor que viu um meio de expressar a sua vivência e suas negativas experiências. Algo que eu compartilho, quanto também as ter vivenciado em fase pré-adolescente pela identidade racial, o que acarreta ao entendimento às consequências drásticas que isso pode acarretar na vida de muitas pessoas, como lidar com uma série de complexos graves ou similares. Nem todos conseguem enfrentar tais situações da melhor forma possível. Haja vista, é nobre ter um autor que se coloque, como ele mesmo expõe,  a trazer experiências próprias e tentar ajudar aqueles que ainda vivenciam tais dramas a superarem-os, a aprenderem a lidar da melhor forma, não deixando quaisquer resquícios, ou em mínima interferência:

“Percebi que escrever era algo pra mim na universidade. Cursei Letras e percebi que minha expressividade era melhor por escrito que nas relações sociais diárias. Isso se deveu a experiências negativas sofridas na adolescência contra minha identidade racial e de orientação sexual e que refletiram na minha vida adulta, o que trouxe entendimento acerca do mundo (sobre suas tristezas, hipocrisias, mas também alegrias). Comecei, assim, em 2007, um processo de 7 anos de escrita do livro “Espelho das Cores”, juntamente com poemas, publicados em um segundo livro este ano, “Amores, Angústias e Flores”, ambos refletindo essas vivências por que passei, além de transformar igualmente em literatura experiências vistas e ouvidas todos os dias de pessoas próximas ou não a mim, sempre associado ao conhecimento teórico que estava obtendo naquele período. Nesse meio tempo, percebi que mais que um sonho próprio escrever era um meio de alcançar aqueles e aquelas que passaram ou estão passando pelos acontecimentos negativos em minhas vivências, a fim de fortalecer identidades, autoestima, senso de humanidade nas pessoas, principalmente as que tiveram experiências como as minhas.”

Sabe quando te dizem que sonhos podem custar caro? O autor nos prova que sim. Como posto, uma realidade o qual presencio ao conversar com alguns autores, são os custos altos para conseguir a publicação. E quer coisa pior? A dificuldade de inserção no mercado e de conseguir conquistar o público, mesmo as obras sendo boas e super bem produzidas. Uma trajetória exaustiva para os autores, não? Assim expressa o escritor Pedro Ivo sobre sua trajetória:

“Comecei, como disse, em 2007, com o projeto do primeiro livro. Nesse processo, parei, retomei, desisti, quis jogar fora, recomecei. Após 7 anos, vi a obra concluída, mas outra luta se iniciou: a da publicação. Mandei os originais para diversas editoras, as quais negaram. Inclusive as que acharia que de cara aceitariam – porque publicavam literatura LGBT, e meu livro tratava sobre relacionamentos homoafetivos – também a negaram sob as desculpas mais genéricas… Foi a última editora que aceitou, entretanto mediante um contrato em que os custos da produção de tiragem era totalmente a meu cargo – e isso é uma realidade em todas as editoras que trabalham com autores novos, variando o preço que esse autor paga pela sua tiragem impressa. Como não sou nenhum youtuber que decidiu escrever qualquer coisa aproveitando a visibilidade na Internet e o número de “likes”, ou alguém com expressivo nome no cenário literário, acadêmico ou virtual, nenhuma editora se propôs a assumir os custos da obra. Paguei pela produção. Não me importava que pagasse; queria ver o meu sonho realizado. Sou um escritor com obras publicadas, com um sonho realizado e não me arrependo disso, independente de minhas obras terem ou não tido expressividade nacional. Posso até dizer que teve alguma: entrevistas pra jornais online; indicação ao Prêmio Papomix da Diversidade 2016, em São Paulo, na categoria literatura LGBT… Reconhecimento acadêmico, com minha obra sendo usada em disciplinas de extensão e de cursos de graduação na UFG e na UnB; reconhecimento da UEG, em que atualmente sou mestrando, com um convite para lançar meu livro lá; reconhecimento do Movimento LGBT de Brasília, com um convite pra compor uma mesa-redonda de escritores LGBT. Acho tudo isso muito legal, mas sem a expressividade no cenário nacional. E por quê? Por que não foi uma grande editora que publicou a obra, meu tema e meu nome não lhes dá dinheiro. Não posso julgá-las, quem tem uma empresa quer ver seu produto no mercado. Comigo isso não iria acontecer.”

E, posta a indagação que eu mais gostei aliás em todo o projeto, quanto os problemas da  literatura nacional, vemos um forte posicionamento (avisei-os que ele falava, e com plena noção do que dizia). Um educador de sólida carreira, com buscas constantes pelo seu sonho de escrever cada vez mais, deparamo-nos com seu posicionamento quanto a força da literatura, mas a problemática do “sucesso” fácil. Ou seja, o mercado insiste em lançar obras daqueles que já tenham sucesso, e que, não desmerecendo, muitas vezes perdem e muito em conteúdo para obras que poderiam ser grandes sucessos, mas não são de autorias famosas antes de sua publicação. Ter um renome já é evidencia de apoio na literatura, e não a atenção à obra, efetivamente. A problemática é exposta, na íntegra, pelo autor, nos seguintes termos:

“A literatura nacional é grandiosa, instigante, maravilhosamente bem-construída e com grande expressividade internacional. O que ainda me incomoda são os supostos “novos escritores de literatura”, que sem conhecimento algum sobre o que signifique a literatura nacional para o País ou sem qualquer conhecimento teórico literário, são lançados pelo mercado e passam a viralizar sob a condição única de que estão “dando retorno” para este mercado. Qualidade literária? Problematização social? Conceito artístico? Não, isso não é necessário para o mercado literário. Faça um canal no Youtube de humor; faça as pessoas rirem com boçalidades; tenha condições de “discutir” com princípios bem conformistas ou discursos banais sobre qualquer assunto atual na Internet, ou ainda viver de “crítica literária” sem embasamento algum senão sua própria opinião, e ganhar centenas seguidores, pronto! Receita mágica para vender e tirar o mercado literário nacional da crise em que se encontra. Felizmente não vivo de literatura; sendo de origem pobre e de periferia, galguei com muito esforço o espaço acadêmico e um lugar na área educacional como profissão. Escrever para mim é um sonho realizado e que pretendo levar adiante, sem pretensão de alterar algo no mercado literário… Este mercado é o que é e tem suas próprias leis para sobreviver. Penso que não são as questões de mercado que têm de mudar, mas os escritores independentes que precisam se organizar e mobilizar para trocar informações, conhecimentos; construírem algo juntos em prol de si mesmos, estejam trabalhando qualquer temática que lhes seja conveniente, porém com senso de ajuda mútua. Admiro as editoras independentes e grupos de escritores independentes que trabalham conjuntamente em benefício da literatura nacional e não do mercado. Certamente que, vivendo numa sociedade capitalista, a questão mercadológica e o tão esperado “sucesso” por algo que se produziu são esperados. Quem sabe, com essa perspectiva independente, não consigamos fazer com que mercado e qualidade literária andem juntos? Ainda não saberia responder a essa questão…”
Bem, se você ainda não conhece o autor Pedro Ivo, não deixe de conhecer nosso post de apresentação à ele, clicando aqui. Deixo abaixo a sinopse de suas obras:
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Sinopse “Espelho das Cores”:
O livro traz a história de Gabriel, um adolescente comum que vai à escola, frequenta um grupo de jovens da igreja e perturba-se com a descoberta da paixão, causando um conflito inesperado entre sua sexualidade e as convicções de sua religião. Entre segredos prometidos e traições inesperadas, essa história trata sobre a descoberta da sexualidade e o conflito amoroso, religioso e familiar. Escrito em múltiplas linguagens e por diversas vozes, o romance dialoga com a atualidade em busca do entendimento do outro, da compreensão humana, que vemos cada dia menos acontecer.
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SINOPSE: Amores, Angústias e flores: poesias escolhidas.

 “O livro surge anos após o desenrolar dos fatos vividos no romance Espeho das Cores pela personagem Gabriel, tornando-se um compêndio de poemas que traz a vivência e o desenvolvimento de sentimentos e conflitos da adolescência à idade adulta, por meio de temas ligados à juventude, sexualidade e raça, envolvendo seus desdobramentos. Idealizações e desilusões amorosas, conflitos individuais e sociais, percepções positivas e negativas da humanidade buscam dar o sentido existencial do eu lírico, que busca seu lugar no mundo.O lançamento oficial de Amores, Angústias e Flores: poesias escolhidas foi realizado na 24a Bienal do Livro de São Paulo, no estande da Editora PerSe, com sessão de autógrafos.

Beijos, Vanessa.

Projeto Além das páginas: Autor Pedro Ivo.

Projeto Além das páginas: Autora Beatriz Pacca.

Caros leitores, damos o primeiríssimo passo do nosso novo projeto, que trará entrevista com alguns autores, mostrando-os “Além das páginas”. E hoje, para essa estreia aqui no blog, traremos, obviamente, a autora que nos inspirou ao projeto: Beatriz Pacca, uma jovem movida pelo amor à leitura e à escrita, carregando como hobbies (assim como muitos de nós) o vicio por séries e filmes, com destaque aos livros da saga (sucesso mundial) de Harry Potter. Fã de Beatles, e uma (digníssima) pisciana, sonha em ganhar cada vez mais leitores, e ganhar destaque no país o qual é apaixonada e pretende muito conhecer: A Inglaterra!

“Adoro ler, escrever. Tenho hobbies comuns, como assistir séries e filmes, etc. Meus livros preferidos são de Harry Potter. Minha banda preferida é Beatles, e sou pisciana com ascendência em Escorpião. Minha viagem dos sonhos é para a Inglaterra. E espero algum dia me tornar bem conhecido no país, espero conquistar leitores, e sempre despertar a curiosidade deles, pois tenho planos para ainda escrever muito mais.”

Como nasce um escritor? Como se aflora a alma em paixão pelas palavras? Há várias formas e cada autor certamente dará seu próprio motivo, aquele clique que motivou-o à escrita. Sabe quem foi o motivador a acender essa luz na vida da autora? Um professor! Um verdadeiro educador, que em executar de seu trabalho, colocou uma “sementinha” a mais no mundo, nos trazendo o prazer de ter tamanha preciosidade como a obra dela em meio a nossa literatura. E a autora, em seu relato, ainda nos transmite o quão escrever lhe é prazeroso, de uma forma encantadora e cativante. Confira no trecho abaixo:

“No sexto e sétimo ano tive aula com um professor de língua portuguesa que adoro. Ele também gosta muito de escrever, e foi nesses dois anos em que nossas aulas eram mais focadas em redações e histórias. Foi aí que tive vontade de escrever. E quando comecei, não tive mais como parar. Eu comecei a gostar tanto de escrever que se tornou um vício. Acho relaxante, divertido, emocionante. E como gosto muito de ler, me sentir nos mundos que outros autores criaram é incrível, mas ter meu próprio mundo, onde eu decido tudo é ainda melhor.”

Em simpatia contagiante, a autora comentou conosco o quão trabalhoso é todo o processo para a publicação de uma obra. Eu, pelo menos, mera leitura e leiga quanto aos “bastidores”, chego a até tentar imaginar a correria da busca por efetivação do sonho. Mas, tem como não sentir aquele sensação de “vale a pena” com os comentários finais da autora?!

“Escrevi meu livro e mandei para algumas editoras. Obtive a resposta da Chiado, que me interessou mais. O processo de edição é complicado. Assinar contrato, criar a capa, paginação, revisão, revisão de novo e de novo. E depois, meses para os livros chegar. Mas vale a pena, porque, quando eles chegam, você não consegue conter sua alegria. Ver aquela capa linda, sentir o cheiro das páginas, ver tudo aquilo que você criou, finalmente impresso e em mãos. É uma sensação incrível.”

E, para encerrar o bate papo que tivemos com a autora, trouxemos a tona a problemática o qual, ao ponto de vista de alguém tão imerso aos bastidores,quanto a literatura e a imersão dos iniciantes no mercado. Claro, apontado evidentemente os problemas sempre expostos: a força do estrangeiro perante nossa literatura, e a dificuldade de se ganhar espaço. De forma cativante, ela expõe seu desejo de um dia estar inserida no mercado internacional:

A literatura brasileira é um assunto complicado, pois todos temos certa preferência pela estrangeira, muito mais reconhecida.Tanto as editoras, quanto as livrarias abrem muito mais espaço para autores já conhecidos, estrangeiros e vloggeiros em geral, e acho que exatamente essa questão devia ser mudada. Queremos ser reconhecidos lá fora (inclusive eu, algum dia, gostaria de ver algum estrangeiro que goste do meu livro), mas não abrimos espaço para autores novos e desconhecidos.

Para conhecimento, a autora escreveu o livro Morgan Dull Blade – O olho e a sombra.

Sinopse:

O mundo está repleto de malfeitores, ladrões e assassinos. E é por isso que a Inglaterra tem uma justiceira. Responsável por colocar vários criminosos na cadeia, procurada pela morte de muitas pessoas más. Essa é Morgan Dull Blade, baixa, ranzinza e Capitã de um exército, cujo dever é limpar as ruas da Inglaterra, acompanhada, na maior parte do tempo, por Alphonse Oak, Tenente e filho de um famoso empresário assassinado anos atrás.

No momento, Morgan está em guerra com a Kage no Ichizoku, um clã japonês, liderado por alguém bem conhecido de Morgan. Ao longo do tempo, Morgan descobre que outros países também têm seus justiceiros, e é ao lado deles que irá travar uma batalha quase definitiva, que mudará muito sua vida. Reencontrará muitas pessoas de seu passado, sem saber se pode ou não confiar nelas, enquanto seus amigos tentam descobrir o que tem por debaixo daquele tapa-olho.

Clique aqui para adquirir a obra!

Beijos, Vanessa.

Projeto Além das páginas: Autora Beatriz Pacca.

Projeto Além das Páginas.

Fala Galera, tudo bem?

Hoje o post é para uma apresentação oficial de algo que, há alguns dias, vinha sendo desenvolvido por nós, do Quase em crise, e finalmente podemos apresentar a novidade do blog: O projeto Além das Páginas.

Recentemente tive o prazer de entrar em contato com uma autora extremamente querida e simpática, que simplesmente nos presenteou com uma história inspiradora. Resultado? A ideia de um projeto e tanto.

No que consiste? Bem, os autores enfrentam uma nada glamourosa batalha para conseguir o sonho de publicar seus livros. E queremos trazer a vocês, além das resenhas das obras lidas ou sinopses, relatos de parcerias ou similares, expor a realidade por trás de tudo isso, as pessoas por trás de cada uma dessas preciosidades de obras e suas lutas para poder colocar seu trabalho no mercado e concretizar, finalmente, seus sonhos.

Leitores, aguardem que logo logo traremos uma linda história para vocês. Autores? Caso queiram participar e dedicar um pouquinho de suas vidas para nós, disponibilizamos que contatem-nos, pela conta no instagram ou solicitando email nos comentários.

Oficialmente, iniciamos o projeto Além das Páginas.

Equipe Quase em crise.

Projeto Além das Páginas.