Resenha: Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adiche

Ficha técnica:

Título: Sejamos Todos Feministas

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Companhia das Letras

Número de páginas: 64

Idioma: Português

IBSN:978-85-359-2547-0

Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

 

Classificação: 5/5

Lembro-me quando vi a capa do livro e tive a vontade, imediata, de ler seu respectivo conteúdo. Tudo bem, não podemos escolher o livro pela capa, mas este, pelo seu título expressivo, chamou-me atenção desde o princípio (sequer preciso salientar o quanto essa vontade aumentou quando procurei, a fundo, a seu respeito e vi um livro alvo dos grandes públicos).

O feminismo é um tema que sempre está em alta, como dizem alguns colunistas. Diria eu que não se resume a mero “tema em alta”, mas um grave problema impregnado na sociedade, com raízes doentes que insistem em permanecer na mente de alguns humanos dados por “machistas”. E, claramente, a autora retrata muito bem esse cenário, contextualizando fatos e acontecimentos que, muitas vezes, passam despercebido: o não cumprimento de um garçom à mulher, apenas ao homem que a acompanha; a visão de poder referente ao homem e de fragilidade à mulher; o agradecimento ao homem, ao dar a gorjeta, como se esta não tivesse seu próprio dinheiro; a minoria feminina em cargos “altos” e outras situações grosseiras, muitas vezes despercebidas, mas que propagam esses pensamentos e atitudes de desigualdade perante as mulheres.

Ainda, a autora não limita-se a demonstrar a lisonja que sente-se quando rotulada por feminista. Ela coloca-se em desmistificar os adjetivos atribuídos a esse termo, como que quem é feminista não gosta de homem, não se depila e diversas outras adjetivações, erroneamente empregadas e que, praticamente, criam um personagem para a figura feminista que não existe.

Feminista, como a autora propõe: A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”. Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar. (ADICHE,p.50,2017).

Falando, particularmente, acredito que todos nós devemos lutar pela igualdade, aqui abordado à questão do gênero, mas quero dizer a quanto todas as questões e atributos humanos. Aliás, devemos lutar por uma igualdade humana, onde sejamos vistos não por características específicas, mas pelo ser humano que o somos, sendo dados por iguais e tendo todos mesmos tratamentos e possibilidades.

Não, não é “mimimi” de pessoas que se sentem marginalizadas. Tanto não o é, que não é mero sentimento fantasioso: é pura e verdadeira realidade, infelizmente. Há um tendencialismo escandalizante de inferiorização e desigualdades de indivíduos. Há busca incessante por traços dados por diferentes, para que tornem pessoas alvo de marginalização.

Pois bem.

Precisamos dar um basta.

Ou, ao menos, clamar nossa voz em prol de minimizar, ao máximo, essa realidade triste.

Beijos, Vanessa.

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Resenha: Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adiche

Redes sociais? Deixa para lá!

Eu tenho decisões estranhas e radicais. Nada como começar expressando o espanto e o ar de radicalismo quando decidi mudar minha relação com as redes sociais.

Certo momento, analisei as horas gastas no Instagram, snapchat e Whatsapp (o Facebook já foi desativado há quase 1 ano) e fiquei espantada. Quanto tempo eu havia desperdiçado, vivendo uma mera realidade virtual e mantendo laços tão fracos pelo seu excesso de virtualismo.

Quando simplesmente decidi entrar no meu Instagram apenas no final de semana e simplesmente desinstalar o snapchat do celular, alguns acharam que enlouqueci. Teve pessoas reclamando dos “foguinhos” de 150 dias que seria perdido…

Não julgo se você prefere manter sua vida com uma inclusão diária nas mídias sociais. Tem gente que vive com isso. Mas eu estava me sentindo sufocada. Foi uma questão de limpeza. De sentir falta de uma realidade segura e menos dependência ao virtualismo excessivo.

Sério, não é exagero contar que sequer conseguia ler um capítulo completo de alguma doutrina, sem antes mandar um snap, mostrando que estava lendo (e nem efetivamente lia, já que acabava imersa nas centenas de fotos e informações no instagram).

Por mais “foguinhos” de contato diário na vida real…

Redes sociais? Deixa para lá!

Aprender a errar sem sofrimento. 

É difícil demais aprender a lidar com algumas coisas na vida. Hoje, em frente a um erro, no momento, eu fiquei angustiada. Sempre carreguei um desejo ambicioso de fazer as coisas certas, então, por um tempo, fiquei chateada.

Horas após, a angústia se manteve e resolvi pensar um pouco sobre isso, em aprendizado de que sempre preciso sentir as emoções e refletir sobre elas. Apos esse pensar que resolvi compartilhar um pouco dos pensamentos que surgiram…

Uma vez, um professor, formado em psicologia, em uma conversa ponderou sobre a necessidade de eu aprender a errar, que devia aceitar o fato de que como quaisquer dos seres humanos, eu erro.

Sim, é difícil de aceitar, para mim e outras pessoas, mas nem tudo sairá perfeitamente. Mas, nessa situação, fui além de me acalmar com o fato do caráter convencional do erro.

Primeiro, entendi que não basta apenas errar, mas aprender com ele. É como um “chamado de atenção”, onde a atenção deve focar atentamente em não repetir aquilo. 

O segundo entendimento foi que, internamente, eu teria que aceitar que errei, tirar o peso do erro refletindo os aspectos de que todos são passíveis ao erro, mas que deveria acordar ao fato de não cometer novamente o mesmo equívoco.

Sou humana, mas não se pode viver na mediocridade de acreditar ser perfeito, sem defeitos e nem mudanças. Após isso, meu coração se acalmou e ponderou aos aspectos que deveriam ser novos no então amanhã.

Que sejamos 1% melhor a cada dia.

Vanessa.

Aprender a errar sem sofrimento. 

Por trás desse muro, há um mundo encantado. Escondido, mascarado, no qual lentamente tiro os tijolos para o mundo dos outros. Eu tenho medo que vejam a fragilidade da minha essência. Que acabem por zombar do ar artístico, dos textos escritos, das coisas coloridas do jeito errado. Eu sou cor, mesmo que péssima na forma. Sou texto poético mal escrito, às 1h17 da madrugada de um sábado. Eu gosto de festa mas troco tudo por um dia de sorriso e gargalhada aleatória. Eu gosto de almas que sorriem e vivem. Almas que amam mesmo, de verdade, mesmo sabendo que nos dias de hoje é uma furada. Gente que vive intensamente nas coisas simples. Que viaja em um ar puro, céu em azul celestial e um verdinho da natureza gritante. Sabe que Deus me fez cor de terra, porque ele sabia que sem cor eu não sou nada. 

Resenha: Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

Ficha técnica:

Título: Como fazer amigos e influenciar pessoas

Autor: Dale Carnegie

Número de páginas: 264

Idioma: Português

Editora: Nacional

ISBN: 978-8504018028

 

Sinopse: O guia clássico e definitivo para relacionar-se com as pessoas Não é por acaso que, mais de setenta anos depois de sua primeira edição, depois de mais de 50 milhões de exemplares vendidos, Como fazer amigos e influenciar pessoas segue sendo um livro inovador, e uma das principais referências do mundo sobre relacionamentos, seja no âmbito profissional ou pessoal. Os conselhos, métodos e as ideias de Dale Carnegie já beneficiaram milhões de pessoas, e permanecem completamente atuais. Carnegie fornece, nesse livro, técnicas e métodos, de maneira extremamente direta, para que qualquer pessoa alcance seus objetivos pessoais e profissionais.

Classificação: 5/5

A resenha sobre essa obra traz um indireto sentido de apreciação intima e vivencia particular. Tenho que relatar, de antemão, quanto, antes mesmo de concluir a obra, esta ter sido alvo das mais positivas recomendações, de tanto que senti-me encantada. Aliás, uma das pessoas que a leu, através de minha indicação, pôs-se a me agradecer, pela grandiosidade dos ensinamentos que teve com tal leitura.

Não era de se esperar resultado diferente, certo? A obra tem um renome mundial, um reconhecimento inestimável. Mas eu sempre carrego a desconfiança sobre obras tão popularizadas e coloquei-me no “ler para crer”. E, tenho que assumir, realmente é uma obra digníssima dos elogios e sucesso que faz.

Como uma pessoa mesmo me disse, Como fazer amigos e influenciar pessoas é o tipo de livro que traz um conteúdo que precisa ser lido e relido com certa regularidade (no mínimo, anualmente), para deixar sempre claro em nossas mentes, todas os princípios que ali são ensinados.

A obra é dividida em três partes: Técnicas fundamentais para tratar com as pessoas, Seis maneiras de fazer as pessoas gostarem de você e Como conquistar as pessoas para o seu modo de pensar. Tais capítulos são regidos por textos que temáticos, referente aos princípios que serão apresentados sempre no fim dos capítulos, mas exemplificados durante todo o texto, para que fique claro a ideia, assim como seu respectivo resultado.

É, sem dúvida, um conjunto interessante e informativo acerca de como mover-se em busca de atingir seus objetivos, os quais tenham uma necessidade e influencia da atitude de outras pessoas. O livro vai te ensinando, em alguns passos, como “conquistar as pessoas” e ainda além: influencia-las, sejam quais sejam, das mais suscetíveis às pessoas mais “difíceis de lidar”.

Seja você um ser humano já caricato nesse quesito de influencia, ou mais uma pessoa como eu, totalmente fora da questão, a obra é recomendada, de qualquer forma ou encaixe característico. Não deixe de ler, é, sem dúvidas, um dos livros mais sensacionais que já li!

Beijos, Vanessa.

Resenha: Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

Desapegar de pessoas importantes 

Eu sempre fui adepta ao cultivo de boas e longas amizades. Em meus momentos autodepreciativos, conforme outrora, ou momentos mais de bem comigo mesma, conforme nos últimos meses, sempre carreguei comigo a importância da construção de elos para com outros, de ligações verdadeiras e a força dos momentos.

Mas seja pelo destino, por brigas ou necessidades, afastar-se de quem se quer bem é um trabalho tortuoso. Lembro-me de uma experiência recente, com alguém que não trazia energias boas ao ponto de ser cruel, mas que, por conta dos momentos vividos, sentia medo e tristeza em afastar…

Mas afastei e reflito hoje que foi necessário. Mas, antes disso, grito aos ventos o quanto isso dói, machuca, mesmo que seja necessário.

Não podemos carregar a todos na bagagem, mas tirar da malinha tende a doer. Todas as vezes eu tento memorizar que na vida preciso ter o presente, não remoer tanto as dores e afastamentos passados e que o futuro pode reservar recomeços, mas, ainda assim, aqui dentro ainda fica apertadinho.

Em resumo: não sei muito bem dizer Adeus!

Vanessa Ribeiro.

Desapegar de pessoas importantes 

Natureza?!

Eu gosto do barulho da chuva caindo sobre a terra e o cheiro envolvente que tende a surgir. O fundo de casa é meu paraíso vital. As árvores ali plantadas são meus poços de nostalgia. Eu me embriago no barulho que os pássaros fazem por ali, das frutas caindo do pé, do cheiro de lar. Eu sou da terra e em meio a natureza me encontrei. Acho que nasci para viver de fascínios e contemplações. Nasci para mesclar ao colorido da natureza e por tal, Deus me fez parte dela. Eu sou o todo. O todo sou eu. A gente se mescla e vira um só. 

Natureza?!