Resenha: Príncipe mecânico (As peças infernais) – Cassandra Clare

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Título: Príncipe mecânico

Série: As peças infernais

Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera Record

Número de páginas: 406

ISBN: 9788501092694

Ano: 2013

Idioma: Português

Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que foi de Nova York para Londres  – ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada- foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Classificação: 5/5

Eu consigo amar mais as obras de Cassandra Clare? Acho que não! Instrumentos mortais começou genialmente mas eu, particularmente, me cansei da leitura (e até hoje não concluí a série toda), mas talvez por ser uma trilogia apenas, o amor por As peças infernais está imenso e estou querendo ler um livro atrás do outro!

Em Príncipe mecânico, o segundo volume de As peças infernais, temos a protagonista da série, Tessa Gray em busca de desmascarar e finalmente derrotar o temível e inteligente vilão da trama: Axel Mortmain.

Lidando com os problemas de identidade, a distinção entre o real e o fictício parece não haver mais tanto, diante de seu desejo por que tudo fosse um sonho. Movida por uma traição de alguém a quem amava (que ocorre no primeiro volume, mas se eu contar, perde a graça), sem saber quem realmente é, lutando contra o então sagaz Magistrado e enfrentando uma série de dificuldades, ela ainda se vê em um triângulo amoroso entre os grande amigos James Carstairs e william Herondale (deixando até os leitores divididos).

Particularmente eu gostei muito da Tessa nesse livro. Ela passou a ter mais um ar destemido e forte. E convenhamos que finalmente foi-lhe ensinado um básico de defesa? Sério, no primeiro volume, a protagonista “me dava nos nervos” quanto a sua extrema fragilidade. E eu me perguntava quando, já que inserida no meio a qual estava, ela aprenderia a se defender minimamente. E eu vi positivamente esse “finalmente” quanto ao treino. Isso por ela se defender, lutar, mesmo que em poucas cenas, e inabilidosamente (o que é compreensível!)

O Magistrado é um vilão surpreendente. Tipicamente aquele que age como se movendo peças em um tabuleiro. Sempre precavido, a gente se surpreende com as capacidades do personagem em constituir aliados e agir, secretamente.

Nessa trama, temos o casamento entre Charlotte e Henry posto à prova. Esta passa a ser acusada de dirigir o instituto sozinha, sendo uma mulher, consequentemente, havendo explícito preconceito nas alegações. Diante das circunstâncias no enredo, ela acaba sendo incumbida de em 2 semanas, encontrar o paradeiro de Mortman. E o enrendo se desenvolve ao redor dessa busca, que garanto, é cheia de emoções. Além, que ainda referida a minha amada Charlotte (gosto bastante da personagem), temos o conflito no casamento dela, problemas do passado não resolvidos que parecem pairar sobre ambos…

E a parte envolvente da história, que no meio da ação, dá aquele charme e que senti uma forte presença na obra: o triângulo amoroso. Confesso para vocês que eu também fiquei dividida por quem ela escolher, mesmo acreditando que muita coisa vá mudar quanto a escolha dela no terceiro volume, eu até que gostei (por mais que me sinto como ela: toda dividida). Eu acho lindo a expressividade da amizade posta pela autora entre os parabatai Jem e Will. O laço entre eles é extremamente forte e protetivo, onde um tem ao outro como alicerce.

Eu fiquei extremamente presa à obra. Tive que separar um dia todo para ler, porque não conseguia abandonar. Realmente, a série de acontecimentos nos aprisiona à leitura de um jeito surpreendente e os personagens estão extremamente encantadores e bem trabalhados, no qual conseguimos “senti-los” e nos apegar a eles!

Por fim, a história torna-se digna de uma obra intermediária. Desenvolve mais o começo, mas não lhe dá muitas respostas, aliás, só faz enrolar tudo ainda mais. Quer uma recomendação? Corre para ler a trilogia… Vale a pena!

Beijos, Vanessa.

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