Não se afunde, inunde!

É hora de respirar. Pausar as expectativas desnecessárias e deixar a vida seguir, como o fluxo daquele riozinho da rua de baixo. Ele corre manso, em sua pouca profundidade. Sereno, percorre sua mínima extensão, como quem não esperar desaguar em canto nenhum. Não há o que afundar. Ele não cria expectativas nenhuma quanto virar mar.Vai em seu sossego percorrendo os mínimos que lhe cabe. Sem pressa, vai desaguando onde dá, vai fluindo do jeito que pode, vai percorrendo os caminhos que lhe cabem. Da-se com outras águas, funde-se à elas, sai todo renovado. Ali está o riozinho, misturado nas águas de outros riozinhos, sendo um belo de um riozão. E isso, sem ver. Sem notas o quão grande tem se transformado. O quanto lhes tem somado. Os riozinhos lhe agregam, lhe aumentam, lhe acrescentam. Não mais é um mínimo riozinho solitário, que percorre mansamente. De repente se vê a crescer, a aumentar.E de repente, deságua, vira mar. Inunda. Sem ver, quando se vê, é grande o suficiente. É bom o bastante. Sem expectativas, meu caro, seja rio, vire mar. Não se afunde, inunde!

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