Parceria: Autora Stella Florence.

Dia de parceria! E parceria que me encantou desde o primeiro contato com a sinopse! Eu sou aquela típica leitora que é rendida de amor por temáticas fortes, polêmicas, e reais. Situações do nosso mundo e que os autores se coloquem, dignamente, a expor, em sua visão e até tentativa de eufemização, para abordar algo que vive no “seio” da sociedade. E que pode acontecer com qualquer um. E tem amor maior que fechar parceria com uma autora que se enquadre no gênero? Que te faça saltitar de nostalgia e ansiedade pela obra?!

“Stella Florence trata da violência sexual em seu terceiro romance. A história revela uma protagonista forte que supera o estupro sofrido na juventude.”

Tudo bem, caros leitores, sabe quando você lê uma sinopse e sente uma vontade imensa de mergulhar pelas páginas da obra? Essa foi a sensação! E a cada trecho que leio, acabo tendo a certeza de que a obra vai me encantar demais. Sem quaisquer alterações, deixo essa sinopse que recebi da própria autora, para que vocês também compartilhem desse sentimento (e morram de ansiedade pela obra!)

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É possível abordar com leveza um tema tão duro quanto o estupro sem perder a profundidade? A escritora Stella Florence, que acaba de lançar o romance Eu me possuo, pela Panda Books, garante que sim: “Eu foquei o livro não na violência sexual que a protagonista sofre, mas na superação dela”.

Em Eu me possuo acompanhamos a saga de Karina, uma dentista tímida que vive seu cotidiano sem qualquer sobressalto, quando Renata, amiga de infância e dona de um bar, pede sua ajuda no trabalho por um final de semana. Nas noites movimentadas no bar, Karina conhece Thiago, com quem se envolve num sólido amor líquido. Com o tempo, Karina passa a se dividir em rotinas bem distintas: a do consultório e a do bar. Na cama de Karina, os homens se multiplicam: além de Thiago, Enzo, Lúcio, Iago, Caio, Ivan. Quando, para surpresa de todos, o bar de Renata fecha, Karina toma uma decisão radical: ela abandona de vez a odontologia e abre com a amiga o Taverna Z. No dia da inauguração do novo bar, porém, mais uma reviravolta: Karina reencontra Gustavo Jota, um antigo amor que a havia estuprado seis anos antes. A tensão que se estabelece entre ambos gera abalos e confrontos. Uma pessoa especialíssima, porém, acompanha Karina todo o tempo: sua moderna e sábia avó Evelyn.

Sobre o novo trabalho, Stella afirma: “É muito comum agressores serem pessoas conhecidas e eu quis abordar essa questão sempre coberta pelo silêncio e a vergonha”. A carta que Karina escreve a Gustavo Jota dá o tom da narrativa: “O fato de eu ter me sentido atraída por você, ter ido a sua casa, ter desejado transar com você, não significa que você poderia me violentar. Desejar um homem não é o mesmo que desejar ser estuprada por ele”.

A marca registrada da literatura de Stella Florence é uma intensa sensação de partilha com seu público, majoritariamente feminino. Dessa vez, porém, ela leva ainda mais longe essa relação: o texto da orelha de Eu me possuo é assinado por uma leitora que procurou Stella a fim de saber se havia ou não sido violentada.

De fato, o texto da leitora F.R. é impactante: “Meus pés ainda não alcançavam o chão quando meu tio me sentava em seu colo e, à força, me tocava intimamente. Quando cresci e criei coragem para enfrentar meus traumas da infância, confiei na pessoa errada. Fui violentada numa cama de motel: assim perdi a virgindade. Fui rasgada no corpo e na alma e sangrei por dias seguidos. As violências que sofri me trouxeram consequências desastrosas, como o vaginismo. Tenho mais de trinta anos e ainda não conheço o sexo sem dor, nunca tive esse prazer”.

A autora não faz rodeios ao ser questionada se ela mesma já sofreu violência sexual: “Infelizmente já passei por isso. E também ouvi muitas confissões a esse respeito ao longo dos anos. É surpreendente o que você escuta quando simplesmente se dispõe a ouvir”.

Já sabemos, portanto, que a protagonista de Eu me possuo supera o estupro sofrido, mas como ela faz isso? Stella responde: “Eu quis que Karina se afirmasse no mesmo elemento em que ela foi ferida: no sexo. Por isso há muito amor, sexo e prazer no livro”.

Há, no entanto, algo maior: a força da mulher está presente nesse romance não só em Karina, mas igualmente em sua avó Evelyn, personagem fundamental que atravessa toda a narrativa e simboliza a sabedoria, o carinho e a solidariedade femininas. Parafraseando Flaubert, Stella termina admitindo: “Karina sou eu. E Evelyn também”.

Acho que o entendimento o quão impactante a obra o é, vem da prévia anterior, não? Eu poderia limitar-me a colocar a sinopse, curta e geral, para que vocês não lessem tão a fundo sobre a obra. Mas aí, meus caros, não estaria sendo leal em deixar vocês tão distante da temática abordada. Aquelas palavras anteriores foram ainda mais surpreendentes a minha expectativa pela obra, ainda mais que a sinopse. Então, tinha que postar, para vocês, assim como eu, sentir o quão impactante a obra deve ser. Ansiosos? Em breve teremos resenha aqui e poderei falar com mais precisão sobre o trabalho da autora e se cumpriu com as expectativas.

Abaixo deixo a biografia da autora Stella:

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BIOGRAFIA:

Stella Florence é escritora, tem 1 filha, 10 livros, 30 tatuagens e vive em São Paulo. É autora dos sucessos Hoje acordei gorda, O diabo que te carregue!, 32 e Os indecentes, entre outros títulos. Cronista veterana, hoje escreve semanalmente para o site da Top Magazine. http://www.stellaflorence.net.

Beijos, Vanessa!

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