Resenha: A menina que não sabia ler – John Harding

Ficha técnica:

Título: A menina que não sabia ler

ISBN:  9788562936111

Número de páginas: 288

Ano: 2010

Idioma: Português

Autor: John Harding

Editora: Leya

 

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e decadente mansão, onde nada é o que parece, dois irmãos são negligenciados pelo seu tutor e tio. A jovem Florence, de apenas 12 anos, passa dos dias cuidando de seu irmão mais novo Giles e perambulando pelos corredores, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que, um dia, a menina encontra a biblioteca proibida da mansão, e apaixona-se por ela.

Mas existem segredos sombrios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Por que Florence sempre sonha com uma misteriosa mulher que insiste em ameaçar seu irmão? O que esconde a nova preceptora? E por que o tio não permite que ela aprenda a ler? Florence precisa encontrar muitas respostas – sejam elas inventadas ou não, e soluções nem sempre fáceis para proteger Giles, e o seu amor pelos livros, antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário.

 

Classificação: 4/5

Eu, primeiramente, já antecipo desculpas para o acaso de escapar algum spoiler. Tentarei ao máximo que não ocorra, mas é que a história ocasionou-me uma nostalgia imensa que estou com vontade de colocar todos os fatos aqui… (irei me conter, prometo.)

A história gira em torno dos irmãos Florence e Giles, duas crianças órfãs que vivem sob tutela de seu tio. Ambos moram em uma mansão, em uma área interiorana, sob os cuidados de alguns criados. O tio que os tutela vive em Nova York, e é totalmente ausente na vida das crianças, limitando-se apenas ao custeio, totalmente restringido, dos gastos destes.

Em primeiro momento na história, é se posto a conhecer a vida dessas crianças. Florence e Giles são muito ligados, sempre unidos e muito amigos. Porém, quando Giles precisa ir para o colégio, Florence se vê sozinha, a companhia de seu amigo e vizinho, que é apaixonado por ela aliás, Theo e seus livros. A ressalva, que aliás gera a tradução brasileira do título, é para a situação de que, por conta de um trauma passado, o tio proibira que a jovem aprendesse a ler. O que, de fato, não aconteceu. Empenhada e encantada com os livros da biblioteca da casa, sozinha, ela aprendera e imergira ao mundo dos livros, arriscando-se pois a fazê-lo escondido, adotando de uma série de formas possíveis para esconder.

Fonte: http://www.leticiakoliveira.com

O clímax se inicia quando Giles não é enquadrado como apto para permanecer no colégio e é recomendável que este tenha uma preceptora. A partir daqui, preciso conter-me em informa-los que uma série de acontecimentos, de certa forma, sobrenaturais e fatos levam a crer que algo de muito errado está prestes a acontecer, e isto envolver a nova preceptora e o pequenino Giles, o qual Florence pretende proteger a todo e qualquer custo.

Eu não costumo ler ou buscar informações acerca dos livros antes. E pelo título, esperava até um livro de época com um grande caráter histórico, mas não foi bem o que encontrei…

O livro caminha de uma forma e termina com um final que eu, como leitora, não esperaria. Se é surpreendido com a sequência de fatos desencadeadas no final, que é de ficar boquiaberto. Eu, por exemplo, não conseguia largar o livro, de tão ansiosa que fiquei pelo desfecho.

Acredito que haja falhas em alguns pontos porque os mistérios não são totalmente desvendados. Obviamente que ressalto pois a genialidade das respostas para alguns mistérios da trama, onde o autor deixa a pista e é como se dissesse “pense o que quiser”. De fato, as conclusões que eu cheguei foram parecidas com a de outros leitores, como pude verificar através de outras resenhas, como a identidade da preceptora e a dúvida se tudo realmente aconteceu…

Acredito pois colocar um foco na parte da dúvida se realmente aconteceu porque eu não descartaria a hipótese de ter sido mera alucinação da narradora, no caso, da Florence. É difícil quando se é narrado por um personagem, afinal só sabemos o lado dela, não é? Realmente indaguei-me uma série de vezes o que, naquilo tudo, era real e o que não passava de fantasias e exageros da personagem.

Por fim, gostando ou não dos fatos em si, não acredito que haja como não se envolver com a história. A narrativa e a escrita do autor te leva a ficar preso por horas a fio na leitura, e com ansiedade pelo desfecho. Se você ainda não sabe como tudo acaba, aviso: prepare-se para surpreender. Nada é o que parece.

 

Beijos, Vanessa.

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