A valorização ao material

Eu sempre inverti textos e contextos. Sempre busquei o além do além, o que me trouxesse flores e um belo jardim. E parece então, esse “defeito” persistir, em tudo, em todos os tempos.

Lá estava eu, imersa na leitura das ideias de Rousseau, para um trabalho acadêmico, quando me pego a encontrar a constatação de que o homem se corrompia ao convívio social. Ele precisa viver em sociedade, mas é a partir desse convívio que ele se acorrenta, e não se fala apenas nas leis que hoje nos rodeiam, mas estamos falando do apego ao mundo material, aos Status e similares. E eu não pude deixar de focar nesse trecho, de pensar sobre isso, de ir além ao “didático” e “acadêmico” que deveria redigir lá.

Eu coloquei exatamente na linha certa que era pedido, mas no fundo, coloco aqui tudo o que me “floriu” do mínimo trecho. Tem maior verdade que o apego ao material que temos? Estamos acorrentados, presos, imóveis. Nos achamos senhores de tudo, mas não somos nada além de escravos. Sim, repletos de amarras. Imersos à vontades, desejos e valorizações fúteis, mas aos quais crescemos com elas e não podemos abandonar.

A naturalidade nos cairia bem. Aquela valorização do bom, do belo, do sem valor monetário. Sem dinheiro envolvido. Mas, como é que faz quando até o natural passou a precisar ser comprado? Virou status? Porque muitos não caminham nas praças, no fim do dia, por mero caminhar. Vão pelo status de “natural”, para postar na primeira rede social o quão tem vivido em tal forma…

A necessidade de Status, ah! Frustrante! Vivemos na era que tudo o que importa é mostrar, aparecer, ser o centro. E aqueles que fogem do grupinho de foco, são excluídos, minimizados, dados por esnobe.  Precisamos nos moldar em uma série de padrões que, nunca, serão cumpridos com satisfação. A gente se “enfia” em mil e uma coisas para ser aquilo que se quer, e a cada vez que se conquista, vão requerer mais.

É, realmente, o convívio social nos acorrenta, mas também, não sobreviveríamos sem ele, afinal. Estamos acorrentados na nossa sobrevivência, e as amarras não se soltam…

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4 comentários sobre “A valorização ao material

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