Resenha: Como eu era antes de você – Jojo Moyes

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Ficha técnica:

Título: Como eu era antes de você

Autor: Jojo Moyes

Número de páginas: 320

ISBN: 9788580573299

Idioma: Português

Tradução: Beatriz Horta

Editora: Intrínseca

 

 

 

 

 

 

 

 

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Classificação: 5/5

Uma boa dose de romance a vida para trazer aquele coraçãozinho partido de toda santa e sagrada leitura, não é não?! E esse livro já foi uma graça desde o começo. Eu comecei a ler no início do ano e aí, quando estava na metade, ganhei o bendito de presente de aniversário (em março, eu sei, demorei para retomar leitura. Tanto que iniciei novamente).

Lou clark é conformada com sua simplória vida. Aos 27 anos, mora com os pais, o avô, sua irmã e seu sobrinho. Trabalha em um café, o qual por mais não ganhe muito, está satisfeita e namora há anos Patrick, um triatleta que, não é mistério, se importa mais com sua profissão que com a namorada. Mas para ela, está tudo bem. A vida lhe é feliz assim.

Porém, quando é que livro deixa personagem principal sossegado e em paz? Nunquinha! E eis que o café onde ela trabalha acaba tendo de fechar. Pronto, hora da vida entrar pelos ares ao se ver desempregada, a família precisando de dinheiro e ela de um emprego (e urgente!).

É aí que dentre tantas e tantas coisas que poderiam surgir, aparece a proposta de ser cuidadora de um tetraplégico. Mas não, leitores, não é qualquer tetraplégico. É ninguém mais e ninguém menos que Will Traynor, um homem de 35 anos que sempre fora apaixonado pela vida, disposto à aproveita-la em seu máximo. Porém, por conta de um acidente, ele acabou tetraplégico, passando (ao seu ver) a ter uma vida totalmente infeliz e sem saídas que não sejam o fim desta.

Previsões garantidas de que a vida desse dois jamais seriam as mesmas, não?! Pois é, antecipo que as previsões são reais.

Eu juro que li cada página, depois de receber o spoiler de como terminaria a história, na expectativa de um bom engano da “amiga” que me contou. Eu fiz figa, cruzei os dedos, mas não deu certo. Era aquilo e pronto. Foi como a autora olhar e dizer “pronto querida, agora pode se conformar porque é isso mesmo que eu fiz, assassinei seu psicológico!”. Foi exatamente o que aconteceu.

Mas, primeiramente, quando se fala em se apaixonar pelo livro, eu especifico o amor imenso que agreguei á Lou e ao Will. E principalmente para eles juntos. Lou é o tipo de garota que não tem a menor ambiciosa. A vida está X ou Y, para ela, está ok. Conformadíssima com o emprego meia boca e o namorado babaca que ela tem. Já Will é, no começo, o personagem que eu já quis abraçar de tanto que gosto do jeito dele. Sempre irônico, sarcástico e com um mau-humor que o torna interessante.

Aí, no começo, quando me explicavam os dois mais ou menos com essas mesmas características, eu esperava uma Lou bobona e um Will tipicamente arrogante irritante, porém, a autora me “sacaneou” assim como fez no final, e conseguiu fazer não só diferente disso quanto um casal épico. Porque a Lou, por mais satisfeita com a vida e toda “boazinha” como as mocinhas costumam ser, ela ainda tem aqueles toques sarcásticos e sempre usa muita ironia. E convenhamos que há trechos que ela tem sim um lado mal (como todo ser humano) principalmente com relação à sua irmã.

E Will? Longe de ser um “arrogante”. Não o vejo literalmente assim, até porque temos uma visão exatamente a partir do momento que a Lou entra em sua vida, e leitores, a prepotência dele com relação a ela é exatamente a graça do casal. As conversas deles te fazem entrar quase em um estado eufórico. Eles conseguem ter uma química inexplicável que envolve quem lê.

Os fatores e personagens de segunda importância também são destaques (e demais). Já antecipo que eu não conseguia lidar com o pai da Lou. Por favor, leitores, o homem sempre tinha um comentário hilário, mesmo nos piores momentos. Sem desconsiderar também, que talvez seja uma particularidade minha, mas é possível sentir as diferenças entre as duas famílias. Uma, extremamente “neutra”. E a outra, uma “alegria” e “barulheira” ilimitada. O que é um enfoque, ao meu ver, para ter a distinção social entre os dois e para os leitores terem essa visão.

ALERTA DE SPOILER: Se você não leu, favor, não continue essa resenha (para evitar me acusar de dar spoilers). Mas se você já leu, vamos conversar sobre o final. Acredito que cada um tem uma opinião específica, e assim como todos, eu também a tenho. Não acho que tenha relação ao parecer favorável entre o suicídio assistido. Acho que é relacionado às escolhas que temos na vida. Eu conheço um tetraplégico, assim como muitos, que dentre todos os muitos problemas enfrentados, o maior foi persistir. Mas ele superou todas as questões e aprendeu a lidar com as limitações. Porém com Will não foi a mesma coisa. E eu, se focasse meus olhos para a dor de todos ao seu redor, diria mesmo que foi um erro. E talvez julgaria até egoísta a atitude. E por mais que seja colocado o “e se fosse um parente seu? Alguém que você ama?” eu diria que não sei. Mas, no momento, eu penso também que não seria mais egoísta impor a alguém, que está destinado ao fim dos seus dias para uma vida que considera infeliz e que não suporta, destinado à uma série de dores, limitações e problemas constantes e insuportáveis de saúde que continue a viver? Que persista em um martírio que não suporta? Como sempre, tudo depende do ângulo o qual você olha…

 

Beijos, Vanessa!

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