Voar?

Nós mesmos nos prendemos, amordaçamo-nos e nos jogamos em calabouços terríveis. Nos submetemos à torturas constantes e nos impomos dores e mais dores. Vamos para um mundo que não nos permite ser o que somos, fazer o que queremos. Eu diria que nos fazemos não viver. Sim, estamos todos mortos para a vida. Mecanicamente existindo. No estado vegetativo de ser o que querem que sejamos. Isso é viver? Não, jamais foi.

Voar… Como se fosse fácil, não é Vanessa? Como se não houvesse uma série de consequências difíceis em bater o pé e ser o que você quer. E não é que é verdade? Dói. Machuca. Perturba. Até a solidão bate a porta, o coração se aperta, as lágrimas vem. Mas é que você não sabe ser você. Não sabe amar aquilo que é.

Vejam só, nascemos em eras cheias de moldes. Barriga assim, cabelo X, a pele tal, maquiagem na cara, música tal. E as eus por aí, que tem mais gordura que o prescrito nos moldes? Que quando senta a barriga chega a criar uma sequência infinita de dobras? Me diz como eu fico com esse cabelo de volume imensurável? Não sei lidar. Sequer consigo entrar nos moldes de tantos quilos sobrando… A era fitness, partiu academia, vamos malhar o bumbum, colocar silicone e isso e aquilo. Feliz seja aquele que gosta disso. Mas e eu que não gosto? Vou voar como?

Beijos, Vanessa.

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