Sou cristã, e aí?

Crenças e ideologias são difíceis de serem comentadas, ou de fazer um post a respeito. Deixo claro, antes de mais nada, que tudo se refere a concepções particulares, e claro, discordância vão ser inevitáveis e também aceitas…

Porque eu resolvi abordar o tema? Bem, algumas colocações ouvidas, em brincadeira e sem problemas a respeito, foi o que mais me chamou a atenção nos últimos dias. O quão perto de Deus temos estado? A salvo aqueles que não acreditam em Deus (o que eu não discordo, afinal cada um tem a liberdade de pensar e agir como quiser. Assim como eu acredito, todos tem direito de não acreditar. Qual o problema? ), uma grande parcela diz a respeito de suas religiões, mas tem atos que não revelam realmente isso.

Não, não sou a senhora julgadora das religiões e fé alheias. Nada disso, afinal, nem eu mesma sou lá grandes praticante. Tentando ser mais explicativa, eu sou o tipo que vai com certa constância a Igreja, que faz orações ao fim do dia, que agradece a Deus pelas vitória, que chora para ele nas derrotas e que tem um contato constante com Ele. Alguns, porém, não o tem. E estes também são cristãos, afinal em seu íntimo sua fé é grande e pode ser até maior do que a de muito “coroinha de igreja” como dizem por aí…

Não estou, portanto, dizendo sobre quem tem mais fé, como tem que ser e nada do tipo. O que quero afinal dizer é que: sendo ou não ativo na Igreja, a fé precisa ser transpassada pelos atos. E isso é, creio eu, o ponto chave. Por exemplo: posso ir milhares de vezes na missa e um outro não, tendo um mendigo precisando de apoio, o cheque mate fica pois na situação de eu, firme e forte da Igreja virar a cara. E o outro, que foi apenas uma vez, doar o que tem. Compreendem, pois a colocação?

A presença de Deus é vista e sentida em meio aos atos. Somos fontes e filhos Dele, e o seu amor é maior que quaisquer sentimentos como egoísmo, cobiça e ignorância. O que, de fato tem me causado certo incomodo é a colocação de que só é realmente religioso aquele que está sempre na Igreja, que participa de tudo na casa de Deus. Mas, ora pois, e estes que são iluminados pela presença do Espírito Santo? Que a fé lhes é presente, vista e sentida? Aqueles que acreditam em Deus, tem contato com ele em outros lugares?  Eu participo pelo desejo de estar lá, de um acrescento na fé que tenho tentado exercer durante minha jornada. Quer dizer então que se eu não ir mais, não amarei meu Senhor?

Por resumo, acredito que Deus está em cada um. Que o contato com Ele não é feito só na Igreja e que a fé vai muito além do “beatismo”. Amar a Deus é falar com ele todos os dias, é senti-Lo, é caminhar com ele. Não pode ser julgada da forma que alguns pensam, não pode ser calculada apenas pela quantia de vezes que se pisa na cada do Pai…

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