Era madrugada. A única parceira que acompanhava meu lamento. E parecia que ela sorria. Conta-se por aí que a madrugada é a maior conhecedora das dores e amores do mundo. Quando menos se espera, lá está ela de vigia dos casais apaixonados e dos jovens desesperados. E não diferente, aposto uma dose de bom humor que foi ela quem abriu a porta para ele entrar. Tudo bem, explico melhor:

Como dito, a senhora madrugada cá estava a me acompanhar. Fechou quaisquer entrada possível e não permitiu de jeito nenhum que o sono aqui entrasse. Fez guarda e não deixou uma brechinha sequer. Tens noção? Quase uma crueldade.

Mas, uma certa hora de sua estadia, houve passos no cômodo. Mas, minha felicidade foi efêmera. Não era o senhor sono. Cá entrava para uma reunião todos os sentimentos possíveis despertado pela insegurança e pelo medo. E parecia que a festa era boa, porque dentro da minha cabeça uma verdadeira confusão se formava. Era gritaria, e no peito, tinha um samba perfeito de batidas compassadas com as lágrimas recorrentes.

A melodia dizia algo sobre o medo de errar. Aquele medo insistente de não dar certo. O fracasso gritante e a falta de um plano B. Tinha, pois, na composição que trazia a insegurança e a falta de confiança.

Ora pois, nada mais precioso quando a bagunça acabou, a porta ela abriu e o sono adentru. De que adintou, afinal? Já eram quase 6:40 da manhã e a senhora manhã adentrara junto, gritando que a vida lá fora ainda me esperava, seja qual fosse o medo que ainda restava!

 

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