Cartas de amor aos mortos

Laurel, após a tragédia da perca da irmã, decide mudar de colégio para cursar o Ensino Médio, pois ela não suportaria os olhares penalizados dos alunos e amigos da escola anterior, que conheciam sua história. Nada é fácil para ela no novo colégio, e para completar, sua professora lhe passa a tarefa de escrever uma carta a alguém que já morreu. Então, ela começa a escrever para diversas personalidades famosas, mas nunca entrega este trabalho para a professora. Em meio as cartas ela tenta desvendar os mistérios da vida destas personalidades mas também nos conta sobre sua vida e as memórias que tanto a perturbam.

Opinião Pessoal

Terá spoilers, está avisado ein?

Somos jogados de cara na difícil vida da Laurel. Nova no colégio, sem amigos, encantada por um garoto misterioso, os pais divorciados e o fator principal: tentando lidar com a perda da irmã.

Laurel é uma personagem na qual eu me apaixonei totalmente. Não sou bem a favor de mocinhas dramáticas, mas não a vejo encaixada no aspecto drama. A autora soube coloca-la de uma forma que evidencia sua dor e principalmente a sua inocência. Ao longo do livro, eu senti uma enorme vontade de abraça-la e protege-la do mundo que a cerca. Porque é coisa ruim demais agrupada em uma única personagem. E ela é inocente demais, não consegue reagir ou tem medo de magoar a todo mundo.

A perca da irmã é o fator que bagunça de vez a vida dela, já que ela era seu tudo. Ela tem uma imagem idealizada demais da irmã, e não precisei nem mesmo ler até o final, para ter essa certeza. Ela a via como perfeita e feliz, mas ninguém é assim, certo? Então isso já evidenciou que até o fim do livro, descobriria muito mais coisas por trás de tudo isso. E foi o que ocorreu. Nós descobrimos que as coisas não eram realmente assim, e que ela não era tão feliz e perfeita como se imaginava. Ela, assim como Laurel, sentia-se perdida e sozinha, principalmente após a separação de seus pais.

Acredito que o fator dela ter conhecido suas duas melhores amigas, ter começado a fazer parte de algum grupo de amizade e principalmente, conhecer Sky, foi os fatores divisores para que ela resolvesse lutar contra seus próprios medos e contra os fantasmas do passado. Uma coisa dita no decorrer do livro e que é verídico, é que só nós podemos lutar contra nós mesmos. Ninguém a quem amamos ou que nos amam pode salvar-nos. Mas, eles podem estar ao nosso lado, não? Pode nos motivar a seguir em frente. E isso é o que acontece com a Laurel. Ninguém absolutamente a salva. Ela se salva, mas contou com pessoas lhe apoiando durante essa jornada. O mesmo refere-se a sua sensação de culpa pela morte da irmã, que várias vezes, quando perdemos alguém, sentimos. Cada um faz suas escolhas e não se pode ser evitado. Ninguém pode efetivamente salvar ninguém.

Ressaltando que o livro é cheio de mensagens e frases que nos fazem repensar sobre muita coisa. A própria vida e escolhas da Laurel nos fazem crescer junto. Nos fazem querer salvar-nos de nós mesmos. E é magnífico o quanto ela cresce, amadurece. O quanto aprende a lidar consigo e todos os problemas que carrega.

Tenho que dizer que de tanto ouvir falar desse livro, estava bem ansiosa para ler. Então quando um amigo me ofereceu o livro emprestado, logo aceitei. Devo abraça-lo e agradecer muito por ter me oferecido um livro tão apaixonante quanto esse!

Beijos, Vanessa!

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3 comentários sobre “Cartas de amor aos mortos

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