Necessidade de aceitação.

Fala galera! Tudo bem com vocês?

Certa vez me disseram que se não formos como o mundo exige que sejamos, jamais seremos amados. E essas palavras ficaram e ainda ficam martelando em minha cabeça. O que quero indagar é o quão necessário é ser aceito pelo mundo?

Não faço esforços nenhum por isso, e na realidade, sempre me vi a margem de toda essa futilidade. Perdão pelo termo, mas para mim não passa disso. Se perguntarem se eu nunca quis que tudo fosse diferente, mentiria se dissesse que não. E já acreditei no estereótipo perfeito. Porém, hoje, consigo posicionar bem as prioridades. Consigo enxergar e admirar o que há de mais belo em cada pessoa, o que elas realmente são. Ou pelo menos, tenho insistido nessa busca. Porém, não posso fingir ter uma venda nos olhos e que não observo as pessoas ao meu redor e suas buscas constantes para que gostem delas.

Chegando ao ponto na qual quero falar, o ser humano tem medo da solidão. E esse é o problema. As pessoas tendem a acreditar que sendo elas mesmas serão jogadas de escanteio, o que de fato, não me parece tão errôneo. Vejo constantemente um culto ao artificial, a busca por uma verdadeira ilusão de amor, porque ao meu ver, é tudo faixada. Não há amor quando alguém o quer pela aparência ou pelo seu status. Amigos de balada não vão estar com você quando o caos dominar seus dias. Sua beleza “valorizada” pelo excesso de maquiagem ou pelas horas a fio na academia não serão eternas. E eu fico pensando o quão a pena vale sacrificar-se tanto por aceitação.

Como dito: eu sou a margem. Não tenho medo da solidão, pois acredito que é melhor estar sozinho do que sendo aceito por aquilo que não se é. Antes só que com um amor falso, certo? Mas não é o que o mundo vê. Cada vez mais o falso domina o sincero, jogando de canto tudo o que não se enquadra nos requisitos exigidos. E o belo fica restrito apenas para a aparência. Por favor, não sejamos hipócritas dizendo que como a pessoa é, não importa. Sim, é contado. Mas acredito muito mais no que há no interior de cada um. E ainda mais: cada um é belo em seu jeito próprio.

Uma dose de amor próprio a todos nós!

Beijos, Vanessa.

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Necessidade de aceitação.

4 comentários sobre “Necessidade de aceitação.

  1. Van, você não se importa e eu não me importo, mas infelizmente os outros se importam. Se importam se alguém é diferente deles, se pensa diferente deles, se é mais belo ou não que eles.
    A ditadura que impera é a ditadura da perfeição. Mas, para nós, o que vale é o ser humano.
    Espero que as pessoas se espelhem em seu texto e mudem sua forma de agir, dando mais valor ao que temos a oferecer como cidadãos e não apenas ao nosso visual.
    Um beijo grande.
    Alex

    Curtido por 1 pessoa

    1. Com certeza. Foi estabelecido uma ditadura contra todos e sequer se vê. A obsessão cega que coloca amarras. Precisa ser colocado de lado todos esses padrões e principalmente não se importar com opiniões alheias. Quaisquer mudanças deve ser feita porque nós achamos necessário, não porque a sociedade nos impõe.
      Fico feliz cada vez que conheço pessoas como você e alguns outros pertencente a essa minoria. É gratificante como pessoa saber que ainda existem pessoas desprendidas desses valores torpes.
      Abraços, Vanessa!

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  2. Raphaella Cabral disse:

    Não posso dizer que desde sempre eu não me importo com isso, tem uma fase da vida que a gente se questiona o porque daquilo, o porque de não sermos aquilo, mas acho que foi nesse ponto que eu percebi que aquilo não era o que eu queria ser. Que por trás das grandes rodas de amigos e mais afundo de cada gargalhada alta existem pessoas diferentes daquele estereótipo. Existe tanta gente incrível no mundo que simplesmente se submetem a seguir o padrão aceito, o padrão imposto.
    Mas são necessárias pessoas com a mesma ideia de pensamentos que compartilhamos aqui, pessoas autênticas, sem medo da rejeição e sem medo de serem incríveis.
    ;*

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    1. Se pudesse curtir seu comentário milhares de vezes, com certeza faria. Todos nós passamos pela fase e ainda tendemos a passar pelos questionamentos causados pelos padrões, pelas consequências destes e pelos rumos que tomamos decidindo distanciar-nos de tudo isso. É complicado ser “o diferente” em uma sociedade baseada na busca de estereótipos iguais. Como você brilhantemente disse: há muitas pessoas incríveis se submetendo a esses padrões, e eu acrescento que há tantas outras se escondendo por conta disso também. Ser livre, é ser quem é sem medo da opinião alheia.
      Beijos, Vanessa!

      Curtido por 1 pessoa

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