A importância da gratidão e sua análise diária.

Todos nós vivemos sob os altos e baixos de nossas forças. Cada dia se funda na descoberta dos sentimentos e em sua natural montanha-russa. Estamos sempre envoltos em uma imensidão de sentimentos e desejos. Sim, eu sei, há dias de imensa felicidade e outras que só queríamos ficar deitados, em nosso “cantinho”, sem ter que fazer nada e não ver ninguém.

Não, não é errado sentir-se mal. Não é errado encontrar-se em um dia “negativo”, em que tudo parece dar errado e você simplesmente quer chorar. A questão “errada” na história enquadra o ponto em que isso torna rotineiro e te desmotiva de seguir em frente.

Assumo que inúmeras vezes tive esse sentimento assim como praticamente todo mundo. Todos nós temos aquelas fases duradouras em pensar que tudo está negativo e que nada dá certo. O problema é quando nos deixamos levar ao ponto de incluir isso em nossa rotina e virarmos seres negativos, frustrados e procrastinadores.

Na teoria, parece mais fácil de dizer do que efetivamente fazer. É difícil criar forças para seguir com todos os afazeres diários quando o estado de desânimo nos abarca. Inúmeras vezes sentiremos que não vale mais a pena e que faltam coisas boas em nossas vidas.

Nessas circunstâncias, tendenciamos a olhar a todas as coisas de maneira negativa. Focamos nossa atenção sempre no que está fora de nossos planos, do que tem tirado nossa tranquilidade.

Não venho trazer a solução definitiva dos problemas da vida de ninguém. Mas quero compartilhar algo que tem me ajudado nessa jornada e que também poderá te ajudar…

Aqui quero falar sobre alimentar, diariamente, o sentimento da gratidão. 

Parece clichê? Eu sei. Mas vamos conversar mais sobre isso…

Nós precisamos mudar nossos focos para alimentar o lado positivo que guardamos dentro de nós. É claro que as coisas permanecerão negativas, em alguns pontos, mas a questão é que as vezes estamos olhando de um jeito errado. E sim, esse clichê de mudar o ângulo é verdadeiro.

Se você sentar todos os dias e ficar analisando tudo o que há de negativo nos seus dias, nada de bom irá surgir. Porque quando estamos em uma fase não tão legal, insistimos em instintivamente elencar aquilo tudo que tem nos feito sofrer e nos trazido extrema insatisfação.

A proposta para a construção de um sentimento grato é sentar e partir no sentido contrário. É analisar, diariamente, no mínimo TRÊS COISAS QUE TENHAM TE FEITO BEM DURANTE TODO O DIA.

Sim, isso mesmo. Antes de dormir, costumo mentalizar tudo aquilo que tenha me feito sentir feliz durante o dia. Mesmo que seja a menor da situação, como um sorriso espontâneo de um desconhecido, ou a maior das coisas, como uma conquista muito desejada. Deito e analiso tudo aquilo que valeu a pena, até mesmo as lições das coisas negativas que possam ter acontecidos.

Gente, não há sentimento mais gostoso que reviver coisas pequenas que te deixaram com uma sensação natural de felicidade. É confortável relembrar tudo isso e ajuda na perspectiva das coisas.

A gente precisa alimentar a gratidão…

A gente precisa criar forças…

A gente precisa se empenhar em ser feliz…

Beijos, Vanessa.

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A importância da gratidão e sua análise diária.

Seja sua melhor versão.

Quem somos nós? Ao que nos propomos? Onde queremos chegar? Quem queremos ser? Vivemos uma vida repleta de tantos questionamentos sobre nós mesmos e nossa trajetória. Não sei vocês, mas sou uma das presentes nas listas de pessoas com problemas de ansiedade. Uma dentre tantas buscando destinos para a vida, em meio a esse emaranhado de coisas malucas…

Diante desse todo insano, tem uma coisa que recentemente vi em um vídeo o qual me fez sentar e pensar por um bom tempo. Não reparamos o apego exagerado que temos em nos comparar. Pense um minuto e busque no seu dia quantas e quantas vocês acabou se analisando sobre a ótica de comparação a um outro alguém…

O problema de muitos é que eles buscam ser melhor que o outro e não o melhor de si mesmo. Quantas pessoas não escuto ouvir querendo atingir cargos mais altos que fulano, tirar notas melhores que ciclano, sempre na busca incessante de ser melhor que alguém.

Se você é um desses, assim como também já fui, gostaria de questionar: já tentou ser o seu melhor? A gente busca a comparação exacerbada aos demais e esquecemos de nos compararmos a nós mesmos. Esquecemos de trabalhar com aquilo que temos e somos. Esquecemos de nos empenhar em nossas vidas de forma a se superar, sob comparação a nós mesmos, todos os dias.

Eu te desafio a analisar, todos os dias, seus atos e conquistas. E te desafio a se comprometer a superar a si mesmo, a cada dia. Nós somos o melhor espelho a analisar e a melhor imagem a refletir para a busca da melhoria.

Acho extremamente repetitivo mas preciso alertar que a comparação faz mal, quando utilizada de maneira errada. Vamos os excessos de pessoas ansiosas, com diversos problemas psicológicos e submersas a verdadeiros martírios. E o pior nisso tudo é que, muitas delas, tem origem no excesso de vislumbre ao mundo do outro. A vivência naquele ditado de “a grama do vizinho é sempre mais verde”, faz com que muitos vislumbrem tanto a vida do outro, ao ponto de idealizarem que as coisas sejam similares em sua própria vida.

Sinto muito te informar, mas nada será igual ao de ninguém. Você não é a outra pessoa e não vivenciou tudo o que ela teve, para então ter algo similar. Somos totalmente distintos. Não há nada igual e por tal, cada um detém suas próprias conquistas e vidas.

Nesse sentido, não refiro que você não pode ter grandes modelos o qual você se espelha. Isso é positivo. É legal quando você olha a vida do outro e transforma em motivação. O errado é quando você quer uma cópia perfeita sobre algo de uma outra pessoa e transforma sua vida em um martírio por aquilo.

Transforme seus desejos nas vidas alheias como motivação. E seja seu melhor. Ou, ao menos, busque diariamente por ele. Jogue-se de cabeça em tudo que fizer. Dê seu máximo. Aceite seus erros. Aprenda com as derrotas. Não desista. Tente, quantas vezes forem necessárias.

 

 

Seja sua melhor versão.

RESENHA: O leitor do trem das 6h27 – Jean-Paul Didierlaurent

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Ficha técnica:

Título: O leitor do trem das 6h27

Autor: Jean-Paul Didierlaurent

Páginas: 175

Edição: 2015

Editora: Intrínseca

Sinopse: Funcionário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que tem uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera. A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra no vagão alguns textos que vão fazê-lo buscar cores diferentes para o seu mundo e reescrever a própria história.

Com delicadeza e comicidade, Jean-Paul Didierlautent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres humanos extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana.

Classificação: 04/05

Finalmente saiu a primeira leitura do ano. Gente, preciso começar dizendo que estou envergonhada do descuido que dei nesse primeiro semestre quanto a organização da minha rotina e de ter ficado só nas matérias da faculdade e relaxado em praticamente tudo. Estou prometendo por aqui tentar, ao máximo, me dedicar mais às minhas coisas.

Pois bem, comecei com esse livro que ainda não tinha ouvido falar e comprei aleatoriamente na black friday do ano passado. Propus que não iria ler nada sobre ele e ter minhas próprias conclusões: fui surpreendida.

Eu não sei bem o que eu esperava, mas inicialmente fui surpreendida com uma narrativa que fiquei apaixonada. Eu costumo dizer que um livro é feito, dentre muitos atributos, por uma boa narrativa. E esse autor sabe usar as palavras. Apresenta a história de um jeito leve, tranquilo, misturando comicidade com ironia.

Pois bem, o enredo trata sobre Guylain Vignolles que trabalha em uma fábrica que destrói livros. Então você imagina isso para alguém como eu, o protagonista e talvez você, que tem paixão por livros, trabalhar em uma fábrica que simplesmente os destrói? Sim, um martírio…

De certa forma, como alimento do seu amor pela leitura e ainda como forma de se afogar desse “crime” que destruir livros que ele pratica, como ele mesmo intitula, ele costuma “resgatar” folhas que não foram destruídas e as ler no trem, em voz alta, no caminho para a fábrica.

Gente, garanto para vocês que quando li, inicialmente, e constatei que trataria sobre isso, fiquei pensando que “raio” de coisas poderiam acontecer nesse livro. O protagonista era um solteirão solitário, amante de livros, que trabalhava em uma fábrica e tinha uma vida monótona. Não esperava nada do que veio…

O autor te apresenta a vida do Guylain e ainda conta um pouco das histórias dos amigos deles, dos sofrimentos e das vivencias, colocando uma reviravolta absurda que realmente transforma a vida do nosso protagonista.

Posso dar o spoiler, que vi em algum site que li agora a pouco, que a história transforma-se literalmente em um conto de fadas moderno. De uma maneira repentina e bem feita, vai aparecer aí um amor na vida do nosso Guylain (de um jeito muito bonitinho e bem formulado).

Eu não posso deixar de falar, como acima dito, dos personagens secundários, amigos do Guylain. Giuseppe é um ensinamento de pessoa criado na obra, que através de seu acidente, traz uma lição na obra (e salva nosso “romance”, não é mesmo?!). E Yvon é um caso a parte, que fala por meio de decassílabos, e traz um charme diferente à história.

Acredito que é uma daquelas recomendações de romances leves e bem escritos que a gente sempre faz, certo?! Boa leitura!

Beijos, Vanessa.

 

RESENHA: O leitor do trem das 6h27 – Jean-Paul Didierlaurent

Série The confesion Tapes

The Confession Tapes PosterFicha técnica:

Título: The confesion Tapes

Ano: 2017

Série: Nextlix

País: Estados Unidos

Criação e direção: Kelly Loudenberg

Duração:  7 episódios

 

Sinopse: Todos foram condenados por assassinato, mas agora alegam que suas confissões foram forçadas, involuntárias ou forjadas. Esta série documental vai em busca da verdade.

Classificação: 5/5

A série, conforme a sinopse acima exposta, traz acerca de casos onde, inicialmente, houveram confissão dos agentes da prática do delito de homicídio na época investigado. Porém, atualmente, haveriam-se alegações de que essas confissões teriam sigo conseguidas de maneira ilícita e forçada.

Estou acompanhando a série desde o começo do ano (a enrolada das séries) e aproveitei as férias para concluir. Inicialmente, a sinopse me chamou extrema atenção por causa do enredo. Há tempos, não tecnicamente por ter feito estágio e auxiliado na parte de audiências, mas como um todo, muitas questões vinculadas a confissões ou falsos testemunhos costumam me chamar a atenção.

Não conheço como funciona o sistema nos Estados Unidos, qual os procedimentos adotados pelo judiciário e demais entes dos estados de lá (nem mesmo um domínio total de conhecimento das leis e atuação aqui no país eu tenho), então quero posicionar-me da maneira mais leiga que me for possível e pedir a compreensão de vocês.

É irrefutável que o interrogatório do acusado, com a confissão ou não, é um importante meio de prova. Acho extremamente diferente os procedimentos apresentados nos vídeos com os procedimentos adotados aqui no país, e assumo ser falha minha a não informação correta sobre o assunto. Mas, nos casos, claramente vemos a utilização de confissões em fases policiais de investigação como meio de prova nos julgamentos por intermédio de uma espécie de tribunal do júri (como disse, não sei se realmente é esse o caminho seguido e se realmente é essa estrutura).

A ideia é apresentar os casos, as provas juntadas, o depoimento das partes acusatórias e de defesa e encerrar com o julgamento e veredito final da sentença. Acredito que todos os casos são colocados de maneira que realmente nos deixam duvidosos sobre a veracidade de algumas confissões e de algumas medidas adotadas.

Eu confesso que muitos casos apresentados nos episódios me deixaram extremamente perturbada com a forma como tudo foi acontecendo, como a confissão foi extraída e o quão desumana soava às vezes. Assim como, em outros casos, não conseguia ver como não sendo culpado.

Acredito que esse é o auge da série e o que mais chama atenção. Apesar de ter essa vinculação de ter-se apontado uma ilicitude nos meios de conseguir as ditas confissões, nos é apresentado “os dois lados da moeda”, onde nós, telespectadores, podemos buscar nossas próprias concepções a respeito de cada um dos casos.

Eu, particularmente, fiquei extremamente inquieta em muitos casos. Acredito que quando percebemos que não foi totalmente correto os procedimentos adotados e que de certa forma aquela confissão não foi voluntaria, acabamos envolvendo um lado emocional. Principalmente quando se pensa que trata-se de casos reais e de vidas colocadas em jogo.

O sentimentalismo fala mais alto, sem dúvida. É como se tomássemos partido daqueles que estão vivenciando aquilo e pensando em como não se percebe que não é correto tudo o que foi feito.  Um ou dois casos me deixaram realmente com vontade de chorar em assistir, assim como vi que outros telespectadores também sentiram o mesmo…

Eu costumo sempre pensar em o quão maleável é, no sentido geral, uma prova testemunhal assim como um interrogatório e todo o cuidado que se deve ter ao administrar a colheita destas. E refiro tanto para mentiras que beneficiem o réu quanto o contrário. Debate-se muito sobre as possibilidades de mentira em juízo e similaridades mas também devemos nos ater a atuação dos profissionais para não atuar de maneira forçosa e ilegal.

É interessante ver todo o apoio técnico de preparação que é feito, exatamente como o deve ser. Mas deve-se manter sempre esse cuidado e zelo profissional. Querendo ou não, são sim vidas colocadas em jogo…

Só posso dizer que para quem gosta de séries desse caráter é, sem sombra de dúvidas, uma ótima indicação.

Beijos, Vanessa.

 

Série The confesion Tapes

Temas aleatórios de conversas matinais.

Depois de mais de dois meses distante, algo inusitado me fez pensar o quanto gostaria de compartilhar sobre isso.

A constatação soa tão óbvia, porém tão raramente pautada, que fez-me querer dizer sobre esse tema não debatido que me perseguiu por duas conversas.

Primeiramente, falo da ilustre honra de ver um debate consciente e bem formulado por meus professores de direito do trabalho e de direito empresarial. Um diálogo, por mídia social que trouxe elucidacoes e teorias academicamente interessantes.

Foi no meio desse confronto de ideias que surgiu, pela primeira vez, o tema do texto: a ausência de neutralidade e o excesso de partidarismo.

Um colega de turma brilhantemente se posicionou sobre ambos serem polos diversos. Que ambos defenderam seus lados. Mas, ainda, que ambos deviam olhar para o lado do outro, só então tudo seria válido. (O acadêmico disse em palavras mais rebuscadas, expresso mero entendimento).

Essa questão ficou pendente na minha mente inquieta que, sem nunca ter olhado por tal ponto, não quis se manifestar.

Pois bem, tem tema que é insistente.

Ontem estava eu conversando com um colega de ensino médio (com quem tenho discussões brilhantes sobre todos os temas inimagináveis) e tudo voltou.

Falávamos de política e os posicionamentos extremos dentro das diversas ideologias. E foi dessa conversa que conclui alguns pontos sobre tudo isso.

Faz sentido e não faz…

Concluímos que a tendência humana é proteger o que vê como certo (bem óbvio).

O problema em questão é que, por orgulho ou outro sentimento, o ser humano cega-se em suas crenças.

Ninguém vê o lado do outro em uma discussão. Menos ainda quer entender lado antagônico ao que ele acredita.

Admito, vi a verdade disso tudo em mim mesma. Se tenho uma crença X, da qual tenho certeza e lutarei arduamente por ela, se houver alguém com crença Y, por mais que aceite a existência, não irei aceitar a crença em si.

É como se não quiséssemos ouvir sobre. Se você, como eu, tem tendência a ouvir o que o outro acredita, mesmo contrariando, digo que ouve não ouvindo.

A pessoa escuta mas rarente assimila de forma a aceitar desconstruir verdades que tem por reais e únicas.

A gente se cega por aquilo que danos por certo e acabamos fechando os olhos ao resto.

Quantas vezes não vemos loucuras por crenças? Desumanidade? Atos horrendos? Intolerância? Esses são extremos que presenciamos pela não empatia e pelo excesso de visão da própria crença. Esse foi o fator mister que trouxe assombro.

Fico pensando que, mesmo não tendo atingindo atos tão inaceitáveis, será que não fomos cegos de tentar impor nossas crenças aos demais? O quão forte pode ser nossa verdade ao ponto de a expor-mos aos demais para tentar os convencer?

Aliás, você expõe ou impõe o que pensa?

Temas aleatórios de conversas matinais.

Esqueci de avisar a minha mãe.

Olá pessoal que acompanha o blog “Quase em crise?”, ou que por acaso, tenha se perdido por aqui. Vamos do início, eu me chamo Luiz Fernando Roecker, e esse é o meu segundo post aqui. O título pode soar estranho, mas prometo que vou explicar. Pois bem, eu sou acadêmico do curso de Letras, da Universidade Federal da Grande Dourados, que se localiza na cidade de Dourados – Mato Grosso do Sul. A estrutura curricular do meu curso possui uma matéria chamada Escrita e Ensino. Eu me matriculei para fazer essa matéria no 2º semestre de 2017. E agora, gostaria de compartilhar com vocês um texto que eu escrevi. Vamos lá?

Esqueci de avisar a minha mãe.

Acordei com o barulho de uma música alta vindo do celular. De súbito, imaginei que fosse o despertador. Mas era uma das muitas ligações que e Continuar lendo “Esqueci de avisar a minha mãe.”

Esqueci de avisar a minha mãe.

O papel da estética e a busca pelo não “encanamento” .

Seria hipocrisia dizer que a imagem de uma pessoa não tem influência alguma. Sim, tem! Lembro-me quando uma conhecida disse, em época que era alheia a essas questões mais estéticas, que precisava me ligar a isso, afinal os outros ligam muito para isso, por mais não importante que o seja.

E a pessoa era de uma beleza interna tão ímpar que fiquei mensurando cada detalhe daquela cabeça. E certa vez, resolvi começar a colocar em prática, não pelos outros mas por mim. E foi aí que as concepções fizeram sentido.

Sim, como aparentamos é um aspecto determinante, em algumas situações. As coisas são absurdamente diferentes quando estamos desarrumados em uma situação, e arrumados nessa mesma. Eu sei que vivemos em uma época de apregoar pelos cantos sobre a liberdade, desprendimentos às questões estéticas, mas no fundo, as pessoas ainda se importam com isso.

No fundo, nós mesmos nos importamos.

Eu entendo essa analise social da estética. Mas não me arrumo pela análise social, mas porque me sinto bem. E, infelizmente, porque as coisas são absurdamente diferentes em algumas situações. A gente tem que estar arrumada para se sentir bem? Não, senhor! Mas se gostar de se arrumar, que belo!

Acredito que, imersos nessa sociedade e em mentalidades vinculadas à estética, estar “arrumado” aos olhos sociais é uma virtude. Mas não quer dizer que devemos nos tornar seres humanos “encanados” com isso, “pilhados” nessas questões.

A gente mede aquilo que nos faz sentir bem e não extrapolar aquilo e nem nossos autos limites. Carregar uma segurança própria de que está tudo bem não se encaixar à perfeição que a sociedade estipula, afinal, ninguém consegue mesmo.

É busca um meio nisso tudo. Se “arrumar” de maneira moderada, sem excessos e prejuízos a si. Digo isso porque é absurdo casos que vemos pessoas colocando em risco suas vidas e saúde para atingir cada vez mais uma perfeição inexistente.

A gente tem que se amar, antes de tudo.

O papel da estética e a busca pelo não “encanamento” .